spacer

ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 11 de abril de 2008 22:57:30                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
Leia na Revista Partes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLUNISTAS

Tropa de Elite

   

Adilson Luis Gonçalves

publicado em 30/10/2007

 

 

O filme “Tropa de Elite” é terrível: um soco no fígado mais dolorido do que o “oscarizado” “Traffic”.

Ele é nauseante, frenético, um dos melhores filmes de ação que já vi! Um dos melhores filmes nacionais que já assisti!

Há momentos em que a gente não quer ver mais nada, mas, ao mesmo tempo, é impossível não ser absorvido pelo roteiro, pela agilidade da câmera, pelas interpretações excepcionalmente convincentes dos atores. E que safra maravilhosa: a começar por Wagner Moura!

Todo o universo do tráfico está lá: os que vendem, os que compram, os que se vendem e os poucos que o combatem de fato.

Ele mostra como a juventude pode ser facilmente aliciada pelo tráfico; o ridículo dos que usam drogas como uma forma de enfrentar o sistema, quando é desse tipo de alienação que ele se nutre e prolifera. Afinal, a juventude destruída não ameaça o status quo.

O pior é que a introdução ao vício normalmente é feita por “amigos”, que geralmente “sobrevivem”, enquanto os que recebem essa “amizade” descem aos infernos. Começa com o cigarro, em seguida vem o álcool e, depois, ladeira abaixo...

Em outro vértice desse polígono de dominação perversa, o filme estigmatiza a polícia comum, que é apresentada de forma deprimente: mal aparelhada, mal remunerada, mal gerida. Isso é condição, tradição ou projeto?

Contra tudo isso, o filme mostra um BOPE carioca implacável, extremamente violento, como a ROTA paulista de outrora. Isso preocupa quando pensamos em tal poder nas mãos erradas. Mas de outra maneira é possível enfrentar alucinados cruéis e sanguinários, que aliciam e viciam crianças; que as iniciam no crime?

Nesse sentido, mais do que a repressão violenta ao crime, o que assusta e saber que políticos se associam ao tráfico para financiar suas campanhas; que corruptos nos esbofeteiam e sufocam diariamente; torturam e matam sem piedade apenas para se “darem bem”; que leis penais frouxas permitirem a proliferação do crime organizado.

Se existem soluções radicais é porque as causas não foram combatidas no tempo devido e por quem de dever, muito mais que de direito. Por isso viraram epidemias! Nesse contexto, o BOPE não é mostrado como cura, mas remédio que elimina a doença junto com o doente, único temor e terror dos marginais fora de seu círculo multiplamente vicioso. Sem ele os marginais teriam medo de quê?

O BOPE é uma conseqüência de políticas públicas; de pais que fecham os olhos para os passos de seus filhos; e de jovens que confundem liberdade com burrice.

Por tudo isso, se a Tropa de Elite carioca é como no filme, vale perguntar, embora ainda chocado com as cenas: qual é a alternativa imediata e efetiva para tornar esse modelo repressor desnecessário?

Longe de atribuir-lhes ares quixotescos, o fato é que esse tipo de policial parece estar só numa guerra que afeta a todos nós.

É por isso que Tropa de Elite incomoda, mas é imperdível!

 

 

spacer
::sobre o autor::

Adilson Luiz Gonçalves é escritor, engenheiro, professor universitário (UNISANTOS e UNISANTA). Cursando Mestrado em Educação (UNISANTOS).
 

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outros textos do autor::

Em nome da vida - requiem
publicado em 03/09/2007

Olhares, bocejos e sorrisos
publicado em 08/08/2007

Parem as máquinas
publicado em 27/04/2007

Sobre Preconceitos
publicado em 04/04/2007

Moraes da História
publicado em 09/05/2007
 

Um dia a casa cai
publicado em 31/05/2007

Mentes áridas. Corações gélidos!
publicado em 05/06/2007
Me engana, que eu gosto!
publicado em 01/08/2007
::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2007
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer