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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 11 de abril de 2008 22:57:20                                               

 
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Um dia a casa cai

   

Adilson Luis Gonçalves

 

Ruínas, incêndios, degradação... Não! Não estou falando do fim do mundo! Estou falando do que pode ser evitado se cuidarmos bem de nossas construções.

 

Qualquer obra está sujeita à ação das intempéries e da idade. Vale para elas o que vale para nós: quanto melhor cuidadas maior a vida útil. E esse cuidado começa desde a ”gestação” (projeto), e continua por toda "vida" (uso).

Mas o que garante a segurança e longevidade de uma obra?

É só usar a seguinte receita: 1. Bom projeto, 2. Materiais de boa qualidade, 3. Execução responsável, 4. Uso compatível com o projeto e 5. Manutenção constante.

A participação de profissionais especializados e regularmente inscritos no CREA é imprescindível em todas essas etapas porque, além da qualificação e responsabilidade técnica, inerente a Engenheiros e Arquitetos, o proprietário terá garantias legais.

Acidentes acontecem, é verdade; mas, caso haja falha grave nas três primeiras etapas eles tendem a ocorrer ainda na fase de construção. Mas são as duas últimas que mais preocupam, pois envolvem edificações já funcionais: casas, prédios de apartamentos, edifícios comerciais, bancos, escolas, hospitais, etc., administradas por leigos em construção (embora alguns acreditem que “não precisa ser engenheiro ou arquiteto para...”).

O uso incompatível, por exemplo, pode ser a transformação de um sobrado residencial em academia esportiva ou depósito de materiais de construção, sem consulta a um profissional especializado, o qual definirá a necessidade ou não de reforços estruturais e adaptações. É risco na certa!

No âmbito da manutenção, é comum ela ficar restrita à limpeza de caixas d'água, revisão de elevadores e pintura.

Impermeabilizações e armaduras aparentes? Bem, quando muito se recorre a um "especialista faz-tudo", “barateiro”, normalmente um pedreiro “de confiança”, que vem munido de seu indefectível "kit panacéia”: latinha de “zarcão” (para pintar armadura corroída); saco de cimento colante (para “fechar qualquer trinca”, sem analisar sua origem); e balde de "piche" (para impermeabilizar não importa o quê).

Na maioria das vezes, a ilusão de pagar menos só esconde, adia e agrava problemas, que pouco tempo depois podem gerar despesas elevadas ou, até, acidentes, com danos materiais ou vítimas.

Para não arriscar vale sempre o bom senso! Alguns problemas devem ser avaliados por profissionais especializados. Assim, ao constatar: manchas, fissuras, trincas ou deformações nas paredes ou estruturas (principalmente marquises e afins), afundamento de pisos, desarme constante de disjuntores ou queima freqüente de fusíveis, choques elétricos nas paredes, etc., não pense duas vezes: Chame um profissional especializado, idôneo e devidamente registrado no CREA!

Não se trata de “puxar brasa para a sardinha” de engenheiros e arquitetos, mas de evitar que um dia a casa caia ou pegue fogo. Afinal, mais vale prevenir do que remediar! Até porque, às vezes, a “doença” pode não ter mais remédio, e isso pode ser o fim do mundo, de fato: seu e de muitos outros
 

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::sobre o autor::

Adilson Luiz Gonçalves é escritor, engenheiro, professor universitário (UNISANTOS e UNISANTA). Cursando Mestrado em Educação (UNISANTOS).
 

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