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Qualquer obra
está sujeita à ação das intempéries e da idade. Vale para elas o que vale para
nós: quanto melhor cuidadas maior a vida útil. E esse cuidado começa desde a
”gestação” (projeto), e continua por toda "vida" (uso).
Mas o que
garante a segurança e longevidade de uma obra?
É só usar a
seguinte receita: 1. Bom projeto, 2. Materiais de boa qualidade, 3. Execução
responsável, 4. Uso compatível com o projeto e 5. Manutenção constante.
A participação
de profissionais especializados e regularmente inscritos no CREA é
imprescindível em todas essas etapas porque, além da qualificação e
responsabilidade técnica, inerente a Engenheiros e Arquitetos, o proprietário
terá garantias legais.
Acidentes
acontecem, é verdade; mas, caso haja falha grave nas três primeiras etapas eles
tendem a ocorrer ainda na fase de construção. Mas são as duas últimas que mais
preocupam, pois envolvem edificações já funcionais: casas, prédios de
apartamentos, edifícios comerciais, bancos, escolas, hospitais, etc.,
administradas por leigos em construção (embora alguns acreditem que “não precisa
ser engenheiro ou arquiteto para...”).
O uso
incompatível, por exemplo, pode ser a transformação de um sobrado residencial em
academia esportiva ou depósito de materiais de construção, sem consulta a um
profissional especializado, o qual definirá a necessidade ou não de reforços
estruturais e adaptações. É risco na certa!
No âmbito da
manutenção, é comum ela ficar restrita à limpeza de caixas d'água, revisão de
elevadores e pintura.
Impermeabilizações e armaduras aparentes? Bem, quando muito se recorre a um
"especialista faz-tudo", “barateiro”, normalmente um pedreiro “de confiança”,
que vem munido de seu indefectível "kit panacéia”: latinha de “zarcão” (para
pintar armadura corroída); saco de cimento colante (para “fechar qualquer
trinca”, sem analisar sua origem); e balde de "piche" (para impermeabilizar não
importa o quê).
Na maioria das
vezes, a ilusão de pagar menos só esconde, adia e agrava problemas, que pouco
tempo depois podem gerar despesas elevadas ou, até, acidentes, com danos
materiais ou vítimas.
Para não
arriscar vale sempre o bom senso! Alguns problemas devem ser avaliados por
profissionais especializados. Assim, ao constatar: manchas, fissuras, trincas ou
deformações nas paredes ou estruturas (principalmente marquises e afins),
afundamento de pisos, desarme constante de disjuntores ou queima freqüente de
fusíveis, choques elétricos nas paredes, etc., não pense duas vezes: Chame um
profissional especializado, idôneo e devidamente registrado no CREA!
Não se trata de
“puxar brasa para a sardinha” de engenheiros e arquitetos, mas de evitar que um
dia a casa caia ou pegue fogo. Afinal, mais vale prevenir do que remediar! Até
porque, às vezes, a “doença” pode não ter mais remédio, e isso pode ser o fim do
mundo, de fato: seu e de muitos outros |