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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 06 de agosto de 2007 19:26:21                                               

 
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COLUNISTAS

Vidas pelos ares

   

Ana Marina Godoy

publicado em


Gata Luli, de Carolina Mendes
“Artigo 14o

b. Os direitos do animal devem ser defendidos por leis, como os direitos do homem.
(Declaração proclamada em assembléia da Unesco, em Bruxelas, no dia 27 de janeiro de 1978)”.

 

Com a crise do transporte aéreo no Brasil, não só os animais humanos estão sofrendo, mas também os bichanos, entre outros.

            Com os atrasos nos vôos, os gatos ficam presos em suas minúsculas jaulinhas, tratados como bagagem, sem qualquer assistência.

            Existem leis e regras que impõem deveres aos donos de animais, mas ainda falta obrigar as companias aéreas deixarem de tratar os bichanos como fazem com seus iguais.

            Segundo a Declaração da Unesco quanto aos Direitos dos Animais, tem-se:

 

            “Artigo 2o

a. Cada animal tem o direito a respeito.

b. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando esse direito. Ele tem o dever de colocar sua consciência a serviço dos outros animais.

c. Cada animal tem o direito a consideração, à cura e à proteção do homem.

Artigo 3o

a.      Nenhum animal será submetido a mau trato e a atos cruéis”.

 

A vida, em geral, tem ficado em último plano. Em detrimento a vida dá-se importância ao lucro financeiro e ao conforto. Incita-se o desrespeito, a falta de humanidade (ou animalidade?), o individualismo, a falta de qualidade – no servir o semelhante e de vida - e a falta de segurança.

O transporte aéreo tem características específicas e exige atenção especial.

Sedar animais muito novinhos não é permitido. E levá-los no colo, mesmo na gaiolinha (como é permitido nos ônibus), também é contra o que prima a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA; uma das fiscalizadoras que funciona no País.

Mas falta tratar os bichinhos como viventes e não como trecos: exigir vacinas e modos de transporte específicos é como impor regras similares as de qualquer outra carga, com normas para embrulho e selos de segurança ou qualidade.

E a ANAC? E os órgãos que defendem o meio ambiente? Com o que têm se preocupado? Que responsabilidade social é essa tão ecoada e pouco praticada?

Historicamente, várias Convenções foram feitas para discussão do repartir espaços aéreos, por exemplo. No século atual, as preocupações deveriam ter evoluído.

Cabe a nós, amigos da natureza – incluindo as Organizações Não Governamentais, as ONG’s - miarmos pelos direitos dos nossos gatos e não permitir que qualquer vida vá pelos ares sem o mínimo de cuidados e de segurança.

Miaus!

 
  

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::sobre o autor::

Ana Marina Godoy, mora em Curitiba, é turismóloga e gosta, lógico, de gatos...

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