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(25jun2009)
A morte dói. Dói e não tem
jeito. Crenças à parte, ela é real, forte, imprevisível às vezes, inevitável
outras tantas, mas sempre, sempre conclusiva.
Doeu a morte de Lennon. E eu
nem era tão fã assim. Talvez pela violência do fato. Talvez pelo fato dele
ter nascido no mesmo dia e mês que eu, algumas décadas antes. Talvez isso
nos fizesse próximos. Talvez as músicas eternizadas pelo grupo. Não sei. O
que sei é que doeu.
Doeu a morte dos Mamonas. E eu
nem era tão fã assim. Talvez pela violência do fato. Talvez pelo fato de
serem tão jovens e eu já ter idade bastante para considerá-los assim. Talvez
pela música, pela alegria que representavam. Não sei. O que sei é que doeu.
Está doendo a morte de
Michael. E eu nem era tão fã assim. Talvez eu fosse, e só agora me dê conta.
Talvez pela violência do fato, pois independente da causa, a violência está
no próprio fato. Talvez pela idade tão próxima, o que nos dá a impressão de
que estamos na fila. Talvez pela alegria que representava, pela energia e
genial talento, pela infantil expressão de vida e tão maduro compromisso com
a arte. Não sei. O que sei é que está doendo e doerá.
A morte dói. Pensar que estes
seres de luz, curadores de espírito, que vieram a este mundo antes de nós ou
que ainda virão, cumpriram sua missão pessoal e coletiva, não consola.
Explica a vida, mas não justifica a morte. Ela é real, forte e
inevitavelmente conclusiva. Sempre, sempre conclusiva.
A morte, simplesmente, dói.
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