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Revista Partes - Ano V - 26/12/2005 10:11:03 

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Não faço poesia

Por Maria Luiza Falcão

NÃO FAÇO POESIA
(esta poesia faz parte da Coletânea Oficina 20 anos de Poesia, 2005, editada pela Oficina Editores do Rio de Janeiro)


Onde está a poesia?
Isto, eu não sei responder.
Afinal, sou romancista,
Poesia... é para outra gente.

Não falo dela mas sinto.
A poesia está no ar.
Ao meu lado ela vive,
Vibra e pulsa... veemente.

Se ela é homem ou mulher?
Não sei... Às vezes... Depende.
Mas nos lençóis ou na guerra,
É explosão... é ardente.

No nascer, miraculoso,
Brota, rompendo entranhas.
Saúda a vida num grito,
E pare... mais um vivente.

Até no fim,
Do pó ao pó,
Poesia...
Transcendente.

Por isso não faço poesia.
Deixo-a em outras mãos.
Ela é mesmo coisa etérea,
No papel... não se prende.
 

Outros textos da autora:
Colibri
Virtual
Eu sou o guardião
Amigantes
Aos Humanos

Maria Luiza Falcão escritora, artista plástica, atriz, cenógrafa e figurinista. Carioca e urbana de nascimento, declara todo seu amor pelo universo rural em seu romance "Afonso", a deliciosa história de um brasileiro das Minas Gerais, lançado na XII Bienal Internacional do Livro em 2005 no Rio de Janeiro. Tem publicadas crônicas, contos (o conto “Eu sou o Guardião” foi escolhido pela Votorantim para publicidade), poesias e mantém colunas semanais em jornais e revistas online. Participa da coletânea OFICINA 20 anos de Poesia (www.oficinaeditores.com.br). Agraciada com a Menção Especial Alice da Silva Lima, no Concurso Prêmios Literários da UBE - União Brasileira de Escritores – 2005, com o texto Cinderela do Agreste (teatro infantil). Ainda inéditos: Afonso II, Olívia e Diário (romances); Um Amor de Palhaço e A Lenda da Moreninha (teatro infantil); Se Essa Rua Fosse Minha (teatro adulto).

Contato:
falcaoml@oi.com.br



 

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