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Não faço poesia
Por Maria Luiza Falcão |
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NÃO
FAÇO POESIA
(esta poesia faz parte da Coletânea Oficina 20 anos de Poesia,
2005, editada pela Oficina Editores do Rio de Janeiro)
Onde está a poesia?
Isto, eu não sei responder.
Afinal, sou romancista,
Poesia... é para outra gente.
Não falo dela mas sinto.
A poesia está no ar.
Ao meu lado ela vive,
Vibra e pulsa... veemente.
Se ela é homem ou mulher?
Não sei... Às vezes... Depende.
Mas nos lençóis ou na guerra,
É explosão... é ardente.
No nascer, miraculoso,
Brota, rompendo entranhas.
Saúda a vida num grito,
E pare... mais um vivente.
Até no fim,
Do pó ao pó,
Poesia...
Transcendente.
Por isso não faço poesia.
Deixo-a em outras mãos.
Ela é mesmo coisa etérea,
No papel... não se prende.
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Outros
textos da autora:
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sou o
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Maria Luiza Falcão
escritora, artista plástica, atriz, cenógrafa e
figurinista. Carioca e urbana de nascimento, declara
todo seu amor pelo universo rural em seu romance
"Afonso", a deliciosa história de um brasileiro das
Minas Gerais, lançado na XII Bienal Internacional do
Livro em 2005 no Rio de Janeiro. Tem publicadas
crônicas, contos (o conto “Eu sou o Guardião” foi
escolhido pela Votorantim para publicidade), poesias e
mantém colunas semanais em jornais e revistas online.
Participa da coletânea OFICINA 20 anos de Poesia (www.oficinaeditores.com.br).
Agraciada com a Menção Especial Alice da Silva Lima, no
Concurso Prêmios Literários da UBE - União Brasileira de
Escritores – 2005, com o texto Cinderela do Agreste
(teatro infantil). Ainda inéditos: Afonso II, Olívia e
Diário (romances); Um Amor de Palhaço e A Lenda da
Moreninha (teatro infantil); Se Essa Rua Fosse Minha
(teatro adulto).
Contato:
falcaoml@oi.com.br
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