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Revista Partes - Ano V - 23/06/2007 16:28:54

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 Colunistas - Gilberto da Silva

Por uma nova agenda política

É urgente a necessidade da mudança da agenda política. O estágio em que a política nacional chegou merece com urgência uma nova agenda política. É preciso, no entanto, estarmos atento às armações da direita que sempre governou este país e nada fez e agora faz pose de grande defensor da pátria e da moralidade. É preciso estar atentos aos ventos neoliberais que ainda teimam em rondar nossas cabeças.

Tudo bem, ao aprofundar as políticas econômicas de seus antecessores, como o governo FHC, sacrificando ainda mais os trabalhadores para favorecer a agiotagem nacional e internacional, o governo do presidente Lula entrou em rota de colisão com sua base social e histórica, como os servidores públicos, a juventude, a população pobre do nosso país, sem-terras, sem-teto e demais trabalhadores. Foi este povo que elegeu Lula presidente. É este povo que quer um presidente honesto e comprometido com profundas mudanças na sociedade. Para este povo pouco importa se Lula está seguindo ou não a cartilha do PT, eles apenas pedem coerência e pulso firme para mudar o país.

A governabilidade não pode ser feita na base do troca-troca.
O governo Lula tem que sair do varejo para atuar no atacado!

1. Reforma Política.
Voto distrital, fidelidade partidária, financiamento público, transparência. Uma reforma política em que preveria a relação estável entre os partidos, uma maior rigidez na fidelidade partidária, fim de tantos escândalos e casos de corrupção. Deveríamos votar em listas partidárias para fortalecer o papel dos partidos. Nenhuma democracia sobrevive sem partidos fortes e independentes.

2. Reforma Tributária.
Sim, reforma tributária sim e dirigida para atender os anseios dos trabalhadores. Uma reforma que atende os anseios das classes mais pobres da população, pois sempre o mais penalizados são os trabalhadores. Diminuir sim os impostos dos produtores, mas sem que a classe dos trabalhadores e a classe média pague por isso!
O Brasil não pode mais ser o país dos banqueiros e do FMI.
O pobre não pode ficar recebendo as migalhas das políticas compensatórias! As altas taxas de juros enriquecem os mais ricos e deixam mais pobres os mais pobres: R$ 140 bilhões em juros para os mais ricos e R$ 10 bilhões, pulverizados, em bolsa-família para os mais pobres!

3. Combate sem trégua à corrupção.
O Brasil é um dos 26 signatários da Convenção da Organização das Nações Unidas que visa a um combate em conjunto de todas as formas de corrupção, que ameaçam os valores da democracia, da ética e da justiça social em várias sociedades. Este combate tem que ser árduo, sem trégua e em todas as instâncias do poder. Contra a corrupção econômica, o crime organizado e a lavagem de dinheiro e nas burocracias federais, estaduais e municipais.
è preciso romper com o círculo vicioso da corrupção sistêmica.

4. Defesa da Amazônia e defesa do meio ambiente.
A devastação cresce em número alucinantes. Neste ritmo, o futuro é a desertificação. Este tipo de desenvolvimento só leva à destruição de nossas reservas.

5. Reforma agrária.
Aqui, só falta coragem para realizá-la!

LUla precisa fazer uma maioria política e moral para viabilizar a aliança com os mais pobres, que ele seja o condutor das grandes reforma que este país precisa e não das reforma que as elites preconizam. O resto é complemento, o resto é oratória!

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Leia:
O fortalecimento do poder local nas eleições
por Julio Cesar
Sacramento

 

 

 

Gilberto da Silva é professor, jornalista e sociólogo. Editor da Partes.
gilberto@partes.com.br



 

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