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O Sindicato dos Jornalistas profissionais no
Estado de São Paulo produziu uma excelente homenagem ao cartunista Henrique de
Souza Filho, o Henfil em edição de uma revista especial publicada em janeiro de
2008. A publicação é totalmente dedicada ao cartunista que marcou época pelo
estilo coerente e ético e por ser dono de um dos mais deliciosos traços da
imprensa nacional.
Quando tenho que lembrar dos tempos da
Ditadura Militar, a figura do Henfil é a primeira que vem a minha mente. Henfil
com sua rebeldia e seu humor crítico e irreverente fez história, ficou na
história... Quase 26 anos de uma carreira exemplar ajudando no combate às
arbitrariedades cometidas pelos governantes.
Nascido em 5 de janeiro de 1944, Henfil saiu
de Ribeirão das Neves nas Minas Gerais, para ganhar o mundo. Hemofílico, irmão
dos não menos famosos Herbert José (Betinho) e Francisco Mário, o mineirinho fez
uma das mais revolucionárias carreira do jornalismo brasileiro.
No Pasquim, jornal marco destes anos, Henfil
imortalizou seu traço. Ambos tinham a mesma cara, a mesma garra militante e
irreverente. Ubaldo, O Paranóico, criado por Henfil dias antes da morte
de Vladimir Herzog foi seu sucesso estrondoso nas páginas do Pasquim. O
cartunista foi um colaborador de publicações do sindicato dos jornalistas onde
chegou a integrar a diretoria como membro efetivo do Conselho Fiscal e um
militante que em parceria com Laerte inovou a comunicação dos sindicatos de
trabalhadores.
"Henfil será
sempre lembrado não só como cartunista brilhante que foi, mas como um personagem
que teve um papel excepcional na luta pela redemocratização do País" declarou o
presidente Luis Inácio Lula da Silva.
O cartunista chegou a criar inúmeras peças
para campanhas salariais dos sindicatos do ABC e outros.
"Sua capacidade
era tamanha que era capaz de escrever um texto que tinha "abaixo a ditadura" com
tamanha perspicácia que não sofríamos represálias", diz Mino Carta, diretor de
redação da revista Carta Capital e então diretor da revista Isto É.
Henfil morreu em 4 de janeiro de 1988 e não
chegou a votar para presidente mas teve sua contribuição para que o sonho das
Diretas Já tornar-se uma realidade.
A esperança da Gráuna anda por ai...
Para usar como referência bibliográfica use:
SILVA. G.
Henfil, homenagem ao porta-voz da democracia. Revista Virtual Partes.
<http://www.partes.com.br/colunistas/gilbertosilva/henfil.asp>.
Acesso em__/__/__. |