Mulher Moranguinho.
Mulher Melão. Mulher Laranja. Mulher Melancia. Mulher Samambaia. Mulher
Pêra. Mulher Jiló e uma infinidade de mulheres vegetais e animais. Uma
verdadeira salada de fruta inunda a tela da televisão brasileira. Um
show de tetas, bundas, celulites e “erotismo vegetal”. É
“inaCRÉUditável” como somos submetidos à batida erótica funk em qualquer
hora do dia. Os dotes curvilíneos das “pop star” sacodem, balançam os
lcds das nossas casas erotizadas pela forma mais incorreta do mundo. Um
show de curvas em praias e palcos. Fica tudo extremecido... tudo?
O
jovem mata, guarda o corpo e depois vai assistir o “espetáculo” da
Mulher Melancia. Refeito da bundagem explícita, volta para esquartejar o
corpo singelo da inglesinha aventureira. Olha a carne e prepara o
defunto. Um horror. Assim fez o amante de Chuck, o boneco assassino
(Charles Lee Ray, que encarna o boneco é no famoso filme uma "homenagem"
aos famosos assassinos Charles Manson, Lee Harvey Oswald e James Earl
Ray). Assim caminha a humanidade pobre...
Bananas, assim
parecemos estar. Homens bananas voltados para assistir um show demência.
Um cruel espetáculo carnívoro onde celulites se confundem com o doce
sabor do sexo.
O Homem Banana
parece aplaudir e mostra-se ávido para participar da salada de frutas. E
dane-se Freud que parecia querer encontrar homosexualidade em tudo,
Édipo em tudo. O importante para o Homem Banana é o balanço “glúteal”
sincopado. Viva a sociedade vegetariana das peras, melancias, melão e
outras guloseimas vitaminadas da nossa pobre sociedade do mercado.
Descascadas as bananas, nada sobra.
Não é moral, não é
bom costume: coisas arcaicas que sempre arvoram múmias conservadoras. É
o desrespeito à mulher, à sua beleza e erotismo. É puro desrespeito aos
homens não bananas, aos homens HOMEM.
PS. Adoro comer
bananas, principalmente porque me ajuda na luta contra as câimbras...