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ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 17 de novembro de 2007 23:43:57                                               

 
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COLUNISTAS

Sexo Mercadoria

   

Gilberto da Silva

publicado em 14/08/2007

 
Todos querem uma sociedade justa (pelo menos os mais ajuizados...) Num instante histórico em que a individualidade é a forma mais nefasta presente na sociedade, não vejo motivos para mudanças tão breve. Mas minha fé utópica permanece.
 
  Tudo é Belo, mas falta um pedaço...

 

Prezam os sujeitos pelos gozos imediatos. Prezam os sujeitos pela satisfação total, mas esquecem de combinar com suas respectivas parceiras. No mundo da mercadoria, sexo é embalado à vácuo. Sexo é mercadoria: e alguns sujeitos levam isto tão à sério que arrumam mil artimanhas para ganhar dinheiro com este produto. Bom ou ruim, não é esta a questão, o problema é quando chega ao estágio doentio da mercadoria.

Na sociedade pós-moderna (e aqui compactuo com as premissas de Fredric Jameson), o corpo magro e esguio é o modelo de venda tanto para mulheres como para os homens. A imagem do corpo perfeito é moldada pelos meios de comunicação. Uma imagem tecida lentamente e que penetra em nossas almas tão sorrateiramente a ponto de não percebermos seus efeitos imediatos.

Diante da vontade das massas, vomitai, emagrecei.... Tente você viver sem essas cobranças...

A sociedade pós-moderna acredita que uma pessoa sexualmente satisfeita é uma pessoa feliz. Daí a frustração. O sexo é maravilhoso (muito bom) e devemos muito praticá-lo, mas não é a totalidade. Um dos tópicos centrais da fantasia narcísica de felicidade é a realização imediata do desejo.

Outra frustração: o tesão pelo dinheiro, pelo consumo imediato. A felicidade reside neste espaço?
 

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Gilberto da Silva é jornalista e sociólogo.

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