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Quando estudamos sobre competências aprendemos, de
forma bem simplista, que competência é o conjunto de
conhecimentos, habilidades e atitudes. Se formos ao
dicionário vamos verificar que a atitude é o modo de
proceder, de agir, o comportamento. Assim sendo,
podemos afirmar que a parte mais importante da
competência está na nossa postura.
Quando as
empresas elaboram os seus quadros de competências
essências, aquelas que representam sua missão,
princípios e valores, lá vemos uma série de anseios
da Organização em relação a seus colaboradores:
capacidade empreendedora, foco em resultados, tomada
de decisão, negociação, liderança, criatividade e
tantas outras.
Mas cabe uma
pergunta importante: Será que estas competências são
realmente essenciais? Se considerarmos a atitude
como princípio fundamental da competência, os
comportamentos esperados não deveriam ser mais
valorizados?
Evidente que
precisamos de profissionais com foco em resultados,
hábeis negociadores, criativos, empreendedores, que
saibam trabalhar sob pressão, mas precisamos
urgentemente de lideres com comportamentos que
impactem mais significativamente nos negócios, ou
pelo menos, dar às competências conotações mais
acentuadas.
Por que não
experimentamos ter em nossas empresas gente capaz de
ser:
Humildade não no sentido subserviente, mas humilde
para aprender, desprovido de arrogância que só
bloqueia a aprendizagem, humilde para ouvir e
compreender, humilde para focar o principal e não o
acessório, humilde para compartilhar o conhecimento,
humilde para entender que o peso maior da existência
não estar no TER e sim no SER. E é bom que não se
esqueça que humildade é uma virtude.
Inteligência que vá além da capacidade de
diagnosticar, de prever cenários futuros, de
analisar situações por diferentes ângulos, que vá
até mesmo além da habilidade de interagir com as
mais diversas pessoas, controlar impulsos, expressar
sentimentos. É preciso aguçar a inteligência
espiritual, não no sentido de religiosidade, mas a
inteligência que busca a iluminação, que busca a
sabedoria, uma inteligência voltada para ser melhor.
Como Mahatma Gandhi escreveu: “Quando um único homem
chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de
muitos milhões”.
Não a responsabilidade exigida pelas empresas, que a
nós não é mais do que obrigação, mas
responsabilidade por cada palavra dita, por cada
gesto manifestado, por cada ação tomada, por
comentários feitos pelas costas, diria mais,
responsabilidade até pelos nossos pensamentos.
Aprendemos na
ciência que nenhuma energia se perde, todas se
transformam. Então, por que não colocar nas nossas
relações diárias, algo que não se ensina nos livros
e nem nas escolas, um pouco de amabilidade no
comportamento, em todos os momentos, em todos os
níveis, diariamente e pela vida inteira?
Somos seres humanos, possuímos inteligência que nos
faz superiores a outros seres vivos. A própria
palavra humana está sempre associada à bondade,
benevolência. Então um grande líder deve SER HUMANO.
Alguém que seja
capaz de amar plenamente sem ser servil, alguém que
entenda e pratique o perdão, que seja capaz de ouvir
plenamente o outro numa atitude de entrega, que
possa agir por convicção interna, ser sensível sem
ser piegas, capaz de agir com ética e respeito,
capaz de celebrar as vitórias e conquistas
incondicionalmente e não por um compulsório dever,
capaz de rever seus valores, capaz de mudar seus
pensamentos, capaz de realizar uma intramudança,
capaz de dar a luz a si mesmo.
É importante saber que a atitude,
ponto crucial da competência, depende exclusivamente
do indivíduo. Por melhor que seja o coach, mentor,
orientador, instrutor ou qualquer nome que o valha,
jamais se pode garantir que os esforços do ensinar
estão gerando resultados, porque a estes só cabe
mostrar o caminho, despertar para uma nova
consciência, remover obstáculos, facilitar a
passagem...E a prova maior de tudo isso pode estar
em que Goethe disse: “O que herdaste de teus pais
adquire-o para possuíres”. |