ISSN 1678-8419  

Última atualização feita em:25-10-2005 17:04

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Experimente fazer a diferença: construindo equipes inteligentes

por Madalena Carvalho

 

Tenho percebido que em muitas Organizações, por mais que se fale em trabalho em equipe e relacionamento interpessoal, isto é algo que ainda não acontece. Em algumas situações percebemos um esforço extremo de algumas pessoas em se relacionar com o outro, em um exercício forte de tolerância e paciência. 

Por que? Será que estamos vivendo uma época de competitividade tão absurda que importa tão somente olharmos para nós mesmos? Desprezando os sentimentos de quem está ao nosso lado? Por que tanta dificuldade em ouvir e olhar para outro de forma plena? Por que não exercitamos diariamente o ouvir e ver por trás do que realmente estamos ouvindo ou vendo? 

São questionamentos que precisamos urgentemente discutir em nosso ambiente de trabalho, principalmente quando diagnosticados. São questionamentos que não podemos adiar. São questionamentos que, sem dúvida, nos farão crescer. 

Sabemos que as Organizações cobram por resultados, que o ambiente é cada vez mais de pressão, que as equipes estão cada vez mais enxutas, mas todas estas influências externas não podem interferir na nossa forma de agir, no nosso comportamento. Não podemos permitir que estas questões prejudiquem a harmonia do ambiente de trabalho, que sem dúvida contribui para resultados significativos.

Precisamos olhar nossos colegas de trabalho não como adversários, prontos para uma batalha sem fim. Devemos e podemos olhar para os nossos colegas com comportamentos de amor, sem que isso nos pareça piegas. Temos que colaborar para as relações de amizade e companheirismo que resultem em mais produtividade e que, de fato, a soma das partes seja maior que o todo. 

Precisamos ser verdadeiros, éticos e respeitosos com as pessoas. Precisamos nos desarmar e evitarmos profundamente as atitudes combativas e comportamentos defensivos. Precisamos ser menos intolerantes e mais compreensivos, precisamos ser menos passivos e mais dispostos a sermos educadores, no amplo significado desta palavra. 

Parece difícil? Então exercite o silêncio, não responda por impulsividade, busque a calma e procure:

  • Conhecer a si próprio, entendendo seus sentimentos e sua maneira de agir;

  • Evitar as ofensas e ataques pessoais; ataque os problemas e não as pessoas;

  • Buscar o autocontrole;

  • Concentrar-se nas tarefas e construir relacionamentos entendendo a perspectiva do outro;

  • Ser mais atencioso e prestativo.

Experimente um pouco disso tudo! Experimente interagir de forma aberta com seus colegas e perceba a reciprocidade e conseqüentemente novas soluções para velhos problemas; experimente ouvir atentamente, interativamente e perceba o quanto pode conhecer do outro; experimente rir sem medo da crítica e perceba o quanto o ambiente se contagia e se transforma favoravelmente; experimente fazer a sua parte e sinta o quanto o exemplo pode arrastar multidões.

Custa muito caro para a Organização determinados comportamentos. Faça a pergunta: quanto minha empresa tem perdido em função da falta de habilidade de alguns em buscar resultados conjuntamente? Em contrapartida verifique o ganho em todos os aspectos, o aumento significativo de produtividade e lucro quando temos uma equipe coesa, madura, emocionalmente inteligente, com foco no resultado e no relacionamento igualmente e, portanto, capaz de fazer a diferença.


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Madalena Carvalho
Consultora, Palestrante e Conferencista
(11) 8354.8223 / 6091.6653
madalena@estadao.com.br

 

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