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Inúmeras
vezes ouvimos esta frase
e até concordamos com
ela, mas, no
fundo, sabemos que não
é uma
verdade. Talvez possam ser
iguais naquilo que
nos
ensinam: autoconfiança, coragem,
determinação,
força interior e
tantos
outros conselhos
tão
próprios das mães.
Talvez
possam ser iguais
nos
cuidados, alguns
exagerados, porém não
menos cheio de
ternura.
Mas
é único
o olhar
de paixão
quando
direcionado para
nós;
é único
o gostinho daquela
comida
que
só
ela
sabe fazer,
como
único
também
é o cheiro
da sua
roupa
lavada; e único
o seu
jeito
de dar
bronca,
porque
único
é o seu
jeito
de esquecer.
Não
importa a idade
que
temos, pois
sentimos como
único
o seu
jeito
de nos
segurar
pela
mão;
como
único
o seu
jeito
de nos
beijar,
assim
como
único
o seu
jeito
de nos
ouvir
e único,
também,
seu
jeito
de nos
aconselhar.
São
coisas
tão
simples
e ao mesmo
tempo
tão
significativas!
De
tão
simples
às vezes
nem
percebemos, mas
quando
olhamos com
mais
profundidade
em
cada
gesto,
em
cada
ação,
em
cada
movimento,
gostaríamos de eternizar
sua
existência.
Quando adultos temos mais
possibilidades de perceber o que significa este jeito único de amar. Se na
adolescência poderia até nos incomodar, a maturidade, felizmente nos faz ver
quão profundo, verdadeiro e único é este amor.
E nesta fase o cuidado dela
para conosco permanece o mesmo. E continua a assoprar os nossos machucados, nem
que estes não sejam mais o fruto das nossas travessuras, mas provocados por
decepções que ela não pode evitar. E assim nos leva pela mão como nos tempos de
colégio, ajudando-nos no dever de casa, nas lições que não aprendemos nos bancos
de escola.
Talvez seja por tudo isso e
por todas as coisas guardadas em cada coração de filho, que MÃE seja uma palavra
sem rima, porque sozinha já é o maior poema de AMOR. |