Em um mundo
globalizado, onde a competitividade é extremamente acirrada, a conduta
do profissional faz toda diferença e possui o poder de estabelecer as
regras do jogo; portanto, o profissional que possui uma conduta ética ao
exercer sua profissão irá não apenas destacar-se dos demais, mas
posicionar-se no mercado com um diferencial, o que irá contribuir e
muito para que o mesmo permaneça no mercado por um longo tempo, tendo
sua carreira, além de consolidada, respeitada.
Admite-se que o
profissional, cujo pilar de suas ações seja baseado na ética, além de
possuir conhecimento e fazer uso do código de ética de sua profissão,
age com integridade e transparência. A Integridade no exercício da
função significa agir em conformidade com seus princípios morais e
valores, sem prejudicar as demais pessoas em sua volta, zelando e
preocupando sempre com a boa reputação de seu nome.
Desta forma, o
profissional ético, preocupa-se de forma obstinada com sua imagem, pois,
tem plena consciência de que mesmo tendo muito conhecimento, competência
e talento, caso obstrua sua imagem, sua permanência no mercado ficará
comprometida, correndo-se então enorme risco de ser expulso do mesmo.
Por esta razão, além de agir como um intra-empreendedor, preocupando em
edificar a empresa onde atua, age com muita transparência e seriedade,
tendo sempre o cuidado de agir em conformidade com a ética.
De todo o modo,
verifica-se que, além de ser digno de confiança, o profissional ético
possui grande credibilidade, o que lhe confere a oportunidade de
realizar grandes negócios; portanto, além de obter dividendos, agrega
valor fazendo um diferencial, desenvolvendo produtos e/ou serviços de
qualidade, atendendo e ganhando mercado, contribuindo então, não só para
alavancar sua carreira, desenvolvendo e crescendo profissionalmente,
como também para que a empresa onde atue deslanche no mercado avançando
cada vez mais.
Pode-se dizer que o
profissional ético sabe que o resultado obtido depende da soma de
esforços de vários colaboradores; por isso, além de valorizá-los, atua
de forma a proporcionar um ambiente harmonioso, onde prevaleça um
grandioso trabalho em equipe, onde todos possam atuar de forma
integrada, inter-relacionada e interligada, dando sua contribuição
através do somatório de conhecimentos, bem como de experiências, e
exercendo sua função em prol dos objetivos a serem alcançados, obtendo
assim resultados esperados.
Vale enfatizar que o
profissional, quando age pautado na ética, atua sempre tendo o cuidado
de zelar pela transparência nas ações e pelo respeito, prezando não
apenas pelo bom convívio, mas agindo sempre com profissionalismo em
quaisquer circunstâncias, assumindo responsabilidades e implicações
advindas do seu exercício na função. Pautado sempre pelo bom senso,
democracia, solidariedade, generosidade e pela justiça, procura manter
um equilíbrio dentro da organização junto aos recursos humanos,
realizando uma tomada de decisão de forma mais consciente.
Aparentemente trata-se de um conjunto de virtudes um tanto difícil de
encontrar-se em uma só pessoa. Ocorre que a ética é a mãe de todas elas.
Se um funcionário é ético, por princípio, as outras virtudes podem ser
desenvolvidas ou estimuladas. No lado oposto, se o profissional não tem
caráter, dificilmente se pode conseguir algo produtivo dele. Assim, não
é difícil ter em uma
empresa um time de pessoas de qualidade, mas
inexoravelmente todos devem ser éticos como qualidade primordial.
É de conhecimento
geral que a discussão sobre a ética no terceiro milênio ficou ainda mais
evidente; por conseguinte, a necessidade do zelo, tanto pela imagem do
profissional quanto pela imagem da empresa, emergiram e emergem cada vez
mais; assim, é preciso lembrar a todo instante que “arranhões” na imagem
deixam cicatrizes, o que não é nada bom; logo, profissionais e empresas
devem estar comprometidos em atuar sempre pautados nos valores e
princípios éticos; desta forma, cultivar a ação ética em nossa vida
profissional deve ser hoje mais do que uma
preocupação, mas uma obrigação, sendo
inerente a todos os
profissionais e empresas que desejam permanecer por um longo período no
mercado e de forma respeitada, conduzindo assim à sua solidificação.
Ademais, é preciso
lembrar que antes do colaborador ser um profissional, este é um ser
humano que, além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, possui
anseios, necessidades, valores e princípios, e que a ética é inerente ao
ser humano. Pensando assim, a missão, a visão e a cultura
organizacional, bem como o programa de ética de uma empresa, deverão ser
muito bem elaborados e definidos, pois irá nortear todas as ações,
definindo rumos e a maneira de caminhar, bem como estratégias,
princípios e condutas a
serem seguidas.
A esse respeito, julgo
oportuno salientar que, com o objetivo de coibir a prática antiética
dentro de qualquer empresa, o profissional que não agir em conformidade
com a ética na organização deverá ser punido, correndo-se então, o risco
de ser banido não só da empresa onde exerce sua função, como também do
mercado, o que poderá comprometer toda sua carreira profissional.
Todas essas
ponderações levam à seguinte conclusão: as empresas fazem a contratação
dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos,
mas realiza a demissão baseando-se nas suas atitudes, condutas e
comportamentos, portanto, uma auto-avaliação ajudará e muito ao
profissional que queira permanecer neste mercado incerto, no momento em
que através da auto-avaliação o profissional poderá além de rever,
repensar, reavaliar a si próprio e mudar, conscientizando-se de que, se
agir de forma ética, poderá evitar dissabores e contratempos futuros. |