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Pode-se afirmar que o século XXI, apesar
de ser a era da cooperação, colaboração e união,
não impede de surgir dentro da
organização a erva daninha da intriga, que caminha de forma aliada com a
inveja, e assim, o que se percebe é que a intriga aflora e com toda
força, e isso requer de cada
profissional a sabedoria no que tange
ao seu gerenciamento.
O profissional deve agir com
inteligência, não deixando que intrigas, boatos maliciosos e
“fofoquinhas” prejudiquem sua vida profissional. A intriga muitas vezes
surge devido ao fato da competência e do sucesso alheio que, além de
magoar, produz o incômodo de “confrontar” o
outro. É desconcertante observar como o sucesso incomoda muita gente
incompetente. Se você parar para pensar, você irá perceber que a pessoa
que faz intrigas, além de não conseguir fazer com que sua vida
profissional caminhe como deseja, não possui sequer produtividade
alguma, pois ocupa seu tempo em prol de “armações” tentando prejudicar
as demais pessoas. A
essas pessoas deve-se dar atenção especial. De início deverá ser tentado
um trabalho intensivo (psicológico, terapias outras) no sentido de
tentar mudar tal personalidade. Se não conseguir sucesso o único recurso
é a demissão, uma vez que tais pessoas são nocivas em qualquer empresa.
O líder tem que ser inteligente e
ter essa percepção, identificando o problema
e as pessoas, para não deixar que a erva daninha, como a intriga, ganhe
força, e, por conseguinte
prejudique o ambiente
de trabalho e a produtividade, pois, isto causaria um grande transtorno
para a organização.
É de suma importância que o líder saiba
filtrar o que escuta, tanto dos maledicentes de plantão, quanto o que
escuta no corredor, pois deverá ter o
máximo de cautela para não prejudicar o próximo e nem ser prejudicado.
Na vida profissional existem
profissionais e profissionais; existem os que se entregam de corpo e
alma em tudo o que se propõem a fazer, e
por conseqüência alcançam o sucesso, e os que nada fazem, mas querem que
o resultado “caia do céu”; então costumam querer obter o resultado
esperado através da
bajulação, através de boatos, traições e intrigas, ou seja, tudo que
propõem é tentar derrubar o outro, a qualquer custo.
Podemos
dizer que, no mundo dos negócios, esses pobres de espírito de plantão se
tornam especialistas em fazer o mal. Esse tipo de profissional faz do
mal um hábito, realizando planos mirabolantes, fazendo tudo de forma
detalhada, mas não em prol da organização, e sim com o objetivo de
“derrubar” o colega, o que é lamentável.
Por este raciocínio percebe-se que o mais
interessante é que as intrigas, assim como as fofocas, têm
um custo alto, pois o profissional ao fazer a
intriga deixa de produzir para dedicar o seu precioso tempo em conspirar
contra outros, enquanto a organização perde e muito; por conseguinte, os
demais profissionais podem ficar ressentidos e aquele que é vítima da
maledicência perde muito no que tange a produtividade, criatividade e
melhoria contínua, tornando o ambiente de trabalho, bem como a
convivência um grande obstáculo.
É importante ressaltar que o mais
curioso é que determinados líderes deixam-se
levar por determinados profissionais invejosos e maquiavélicos, não
enxergando que o profissional competente prejudicado é de grande valia
para a sua organização, e então se deixa consumar o “arrastar do
tapete”, sendo que nessa história quem acaba sendo o maior prejudicado,
talvez, seja a própria organização, pois, se assim o for, deixa
de ganhar um grande profissional, que com certeza contribuiria muito
para que sua organização decolasse no mercado.
Sabedor de que
o maior bem que uma organização possui são os profissionais que a
compõem, este líder deve reconhecer determinados limites e saber de fato
gerenciar, mostrando aos “joios” de plantão que, quem é o líder da
organização é ele. É ele quem de fato rege a orquestra, pois ele é o
maestro da organização e não a erva daninha a ser eliminada; caso
contrário, as intrigas e fofocas ganharão força total e irão muito mais
além, causando dificuldades e transtornos à empresa.
Nesse contexto, o profissional deve
conscientizar que está no serviço para trabalhar, para contribuir com a
organização com seus conhecimentos, habilidades e talentos; portanto,
está em prol da organização, está sendo remunerado para realizar
suas atribuições. E o mínimo
que se tem a fazer é esquecer a vida alheia e dedicar-se muito,
desempenhando suas funções de modo a alcançar resultados além do
esperado; portanto, deve-se manter o foco no trabalho e não nas fofocas
e intrigas.
Será necessário
enfatizar que, nesta era de desafios, era da incerteza, era de grande
competitividade, este tipo de profissional “intriguento”, o qual não se
conseguiu recuperar com iniciativas na empresa (já citadas acima), deve
ser banido da organização, uma vez que o mesmo não é um colaborador,
assim como não representa uma soma dentro da organização, sendo um
inimigo da organização em potencial, levando todos, bem como a própria
organização, ao inevitável naufrágio.
Isto posto, o líder deverá saber
administrar este problema, pois as fofocas e as intrigas irão
desencadear conflitos, e se o mesmo não estiver disposto a passar por um
estresse e/ou por um desgaste desnecessário, estas intrigas poderão
impulsionar a demissão voluntária de um exímio profissional, fazendo
assim com que a organização, além de perder grandes talentos, fique
comprometida perante o mercado.
Em
resumo, todos saem perdendo, quando o
propósito é ganhar!
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