|
Em meio a este período
“negro” no mundo dos negócios, onde nos deparamos com o turbilhão nas
bolsas de valores, com o disparar do dólar, e vivenciando um momento
recheado de demasiada incerteza, é exatamente diante dos efeitos
negativos da crise norte-americana que devemos considerar importante
repensar nossa postura diante deste cenário. Pode-se dizer que o que irá
determinar se vamos nos submergir, ou se acabamos de submergir ou se
emergimos e ressurgimos das cinzas, será nossa atitude.
Entretanto, observamos que
para muitos a crise é sinônimo de um verdadeiro caos. Tais pessoas são
inertes ao fato vivido, se tornando verdadeiros “parasitas”, deixando a
situação chegar à ruína; por outro lado, observamos que para os mais
inteligentes a crise se torna sinônimo de oportunidade, de aprendizagem,
de superação, de desenvolvimento e de crescimento, uma vez que se cria
uma saída. Para estes, mesmo diante da turbulência e vivendo o tempo
todo sob a incerteza e sob muita pressão, sempre apresentarão atitude e
postura otimistas, e isto contribui sobremaneira para que se aflorem
talentos e habilidades, o que em momentos anteriores se encontravam
adormecidos, encontrando assim diversas saídas e este é o caminho.
É bem verdade que
se entrarmos em pânico diante de qualquer crise, não conseguiremos
enxergar as saídas, não conseguiremos vislumbrar um futuro promissor e
como conseqüência correremos o risco de entrarmos em um verdadeiro
colapso e sairmos de vez do mercado. Além de ser preciso de maneira
urgente e emergente que assumamos a responsabilidade, é preciso revisar
conceitos, atitudes, comportamentos e procedimentos. Igualmente é
preciso também que tenhamos sabedoria, paciência, criatividade, muita
dedicação, ousadia, otimismo, determinação, perseverança, muito
conhecimento e discernimento, para buscarmos soluções de forma conjunta,
enxergando saídas, sendo pró-ativos, tomando as rédeas do nosso próprio
destino, assumindo o seu controle, e assim, revertendo o “quadro”
encontrado, superando a crise e dando a volta por cima.
Torna-se de
fundamental importância retirar o foco do problema e migrar o foco para
a solução do mesmo; assim, começará a enxergar que existe luz no fim do
túnel e perceberá que diante de uma “tempestade” não se deve cruzar os
braços, mas deve-se agir de maneira cautelosa e de forma inteligente.
Diante da
volatilidade da bolsa em meio a esta crise norte-americana que assola
todo o mundo, proporcionando uma crise de ordem global e que todos nós
estamos enfrentando, o que se observa são, por conseqüência, tensão,
turbulência e pânico no mercado financeiro, onde se verifica cada vez
mais o aumento do custo do crédito para as empresas.
Diante de todo este
cenário e do risco muito alto, devemos estar preocupados em traçar um
bom planejamento estratégico para proteger o que já temos, optando em
fazer investimentos conservadores, deixando de lado qualquer
financiamento, mesmo que planejado para depois. Em um momento como este,
contrair dívida poderá ser fatal; assim, avaliar os riscos e agir com
cautela, avaliando os impactos das tomadas de decisões é o melhor que se
tem a fazer, pois, sobreviver no mercado, fica cada vez mais difícil.
É de se notar que nunca
ficou tão difícil alcançar resultados. Em meio a este “temporal”,
reclamar de nada adiantará. O segredo é agir com muita disciplina,
ousadia e vontade de vencer, mas agir em equipe e com os pés no chão,
valorizando cada vez mais todos os colaboradores envolvidos. É bastante
útil elaborar e colocar em prática um bom planejamento estratégico,
através de uma equipe composta de multiprofissionais, envolvendo a área
de marketing, área jurídica, departamento de pessoal, finanças,
logística, comunicação, enfim, toda a área operacional, pois, este
planejamento será de fundamental importância para a sobrevivência da
empresa. É com essa sutil estratégia, que poderíamos chamar de
“ferramenta-ouro”, que poderemos enxergar os pontos vulneráveis e fracos
da empresa, atuando de forma a atacar estes pontos fracos e a
transformá-los em fortes, fazendo com que estes deixem de ser ameaças
para a empresa e passem a constituir oportunidades.
Paralelamente é necessário
reavaliar projetos que trarão para empresa resultado financeiro de
maneira imediata, revendo contratos, reavaliando, além da saúde
financeira da empresa, posturas e condutas, monitorando cada vez mais as
ações, para assim ter maior chance de fazer a melhor tomada de decisão.
Com todo esse arcabouço estratégico poderemos conseguir que nossa
empresa não somente faça a diferença, mas permaneça perene no mercado e
com solidez financeira, continuando assim, mesmo após a realização de
“cortes”, a manter tudo funcionando de forma rentável em um ambiente
cheio de turbulência.
De tudo o que foi visto, é
de se concluir que o grande desafio é ter a serenidade e a sabedoria de
aplicar a ferramenta correta ou estratégica para que o “vendaval” não
nos atinja, permanecendo então com solidez no mercado até que outro
alvorecer novamente nos traga os tão desejados “bons ventos”.
|