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Sempre somos chamados a definir o que seja
arte, e apesar das dificuldades para fazê-lo o fato é que ela está sempre
presente na história humana, sendo inclusive um dos fatores que nos
diferenciam dos demais seres vivos.
É composta de um
conjunto de procedimentos como a aptidão, técnica e a capacidade inata ou
adquirida, que vem a ser o talento.
E importante é a inspiração, que é o entusiasmo
criador que anima e aumenta a criatividade de escritores, pintores,
artistas, pesquisadores, etc
Por coincidência, nem bem comecei a trabalhar neste tema, recebi uma
mensagem do meu amigo e pintor Eduardo Dutra, sobre os gênios da pintura
Canaletto e Iman Maleki, onde está inserida uma assertiva de Pietro Ubaldi a
respeito da inspiração, em que ele diz que ela é um despertar consciente na
profundeza do qual está Deus.
Assim sendo, todos os gênios das artes ou do
pensamento tem um ponto em comum, que é a inspiração.
Em 1991, durante a primeira campanha eleitoral de
Jussara Menicucci para prefeita de Lavras, travei conhecimento com Rogério
Figueiredo, proprietário da Raff Exibidora, que iniciava na cidade de Lavras
a divulgação de outdoors.
Era um tempo em que com muita garra, criatividade
e um marketing simpleszinho obtiamos excelentes resultados.
Tornamo-nos muito amigos e em 2001 ele criou a
excelente capa do meu romance “Sonhos da Noite”.
Mais tarde a transformou em um belo quadro a óleo
que hoje encontra-se na sala da residência do Prof. Silas Costa Pereira.
Rogério Figueiredo está agora, com a exposição
“Encantos de Minas”, no Lavrashopping, lojas 09 e 10, de 05 a 20 de
dezembro. Depois segue para Varginha, Araxá e outras cidades.
Sobre o artista Rogério Figueiredo e sua obra
escrevi:
“Nem bem o homem primitivo colocou-se de pé e transformou-se em ´homo
sapiens´ sentiu a extrema necessidade de expressar seus sentimentos e
emoções.
Da escuridão das grandes cavernas pré-históricas vislumbra o que acontecia
no seu habitat. Foi então que utilizando-se de instrumentos primitivos
começou a representar o que via no que chamamos hoje de pintura rupestre:
animais que o cercavam, as estrelas que brilhavam no céu, o Sol, a Lua, toda
a exuberante Natureza que o cercava. Um pouco mais de evolução e o seu
próprio cotidiano, de uma forma que mesmo os especialistas não conseguem
desvendar, que é o verdadeiro nascedouro da pintura.
Rogério Figueiredo é um artista sensível e criativo que sabe, de uma forma
toda especial colocar em suas obras estes impulsos ancestrais. Porque para
ele a arte de pintar vem desta necessidade que brota dos seus poros de
transformar imagens em idéias e estas numa forma de expressão cristalina.
Realismo, expressionismo, não importa o nome que damos ao que o artista nos
apresenta. Qualquer que seja o suporte que tenha trabalhado, desenhado com
nanquim, com guache, mergulhando na aquarela, com seus pastéis ou na
tradicional tinta a óleo ou mesmo recriando imagens graças aos incríveis
recursos gráficos hoje existentes, sempre nos leva a meditar sobre a
essência das coisas.
Para Rogério Figueiredo pintar não é uma arte solitária, cheia de
idiossincrasia, mas sim um movimento de elevação do espírito por menos
relevantes que sejam os momentos representados.”
A mente criadora e a inspiração de Rogério Figueiredo fazem dele um ser
humano desassossegado, que num momento se preocupa com uma bela paisagem no
Rio Capivari e em outro com milhares de carrinhos em epóxi que fazem parte
de um jogo de tabuleiro que idealizou... |