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Desde os tempos imemoriais,
homems e mulheres, se dedicavam a grandes festas.Em Roma a
escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos
camponeses perderam seus empregos. Esta horda de
desempregados migrou para as cidades romanas em busca de
empregos e melhores condições de vida. Receoso de que
pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o
imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em
oferecer aos romanos, alimentação e diversão. Quase todos os
dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais
famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos
alimentos. Desta forma, a população carente acabava
esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de
revolta.
Os Faraós mandavam suas
Princesas, suas filhas, para bordéis, afim de arrecadar
numerário para construção da pirâmides.
E o Brasil Colônia? Segundo
Ronaldo Vainfas, em Moralidades Brasílicas: “Vizinhança
de parede-meia na cidade, casas devassadas no meio rural,
promiscuidade, assim transcorria o dia-a-dia da Colônia, ao
que se deve acrescentar a escassez da população e a baixa
densidade demográfica dos povoados e vilas.
Afinal,mesmo na povoada capitania de Minas Gerais do século
XVIII, a população mal chegava a 320 mil indivíduos, 1776,
enquanto Vila Rica, a inícios do século XIX, contava com
apenas 8864 moradores. As condições histórico-sociais do
‘viver em colônias’(Vilhela) conspirava, pois, contra a
ocorrência de qualquer privacidade no Brasil dos primeiros
séculos, a confirmar as palavras do ‘Boca do Inferno’, o
baiano Gregório de Matos:
Em cada porta um
frequentado olheiro
Que a vida do vizinho e da
vizinha
Pesquisa, escuta, espreita
e esquadrinha
Para levar à Praça, e ao
Terreiro.
Mas sexualidade,
licenciosidade, fornicação, não é próprio dos mancebos.
No Arquivo Nacional e a
História Luso-Brasileira, no que tange a Vida Privada
fala-se de um Crime de Adultério.
É uma carta do conselheiro
corregedor do Crime da Corte e Casa ao príncipe regente d.
João sobre a prisão de Ana Rosa. A prisão foi feita a pedido
de seu marido, ocorrendo em uma casa da cidade, na presença
de um homem. Presa em flagrante, a mulher confessou seu
adultério, pedindo perdão ao cônjuge. Crime considerado de
grave condenação a época, o adultério implicava em danos
morais à família e ao Estado.
A suplicante Ana
Rosa fugiu da companhia do marido trazendo consigo uma
escrava, e roupas, e foi presa com o adultéro em uma casa
desta cidade, e os oficiais o acharam quase despido, tendo
só vestido uma camisa de mulher, e ela se lançou ao marido,
e confessando o delito, queria que lhe perdoasse.Ele contudo
a fez prender, e prossegue na acusação.
Depois veio o
entrudo, que acabou transformando-se na Marchinha, depois no
Carnaval, numa verdadeira orgia das Madrinhas de Bateria...
Ao corpo material,
só festa....
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