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Já disseram e apenas referendo aqui que nós
brasileiros nunca aceitamos bem a Proclamação da República.
Ou seja: não teria sido somente Antonio
Conselheiro que defendeu com unhas e dentes a Monarquia.
Basta ver a quantidade de reis, rainhas,
príncipes e princesas que povoam o imaginário popular.
Quem se esqueceria da eleição da Rainha
da Primavera, na escola, ou da saudosa cantora Emilinha Borba, a Rainha do
Rádio?
A monarquia representa uma forma de
governo autoritário ou seja o governo de uma só pessoa e vitalícia.
O dia do casamento da
bonita Lady Diana com o insosso Príncipe Charles,
em 29 de julho de 1981, na Catedral de Saint Paul, em
Londres, eu estava no Rio de Janeiro. No meu
apartamento e por todas as lojas de eletrodomésticos que passei na Avenida Nossa
Senhora de Copacabana, havia um televisor ligado no evento e uma pequena
multidão assistindo.
Foi quando descobri que
o povo brasileiro amava aquela princesa loura e aparentemente a Monarquia que
ela representava.
A princesa teve
filhos, problemas de bulimia e tentativas várias de
suicídio.
Mas o pior foi engolir
a divulgação dos telefonemas entre Charles e Camilla Parker-Bowles, em 1992.
Coisa horrível! O futuro rei da Inglaterra dizendo querer ser um OB, para estar
toda a vida dentro dela...
Um dia, 31 de agosto de
1997, domingo, manhã bonita, eu estava trabalhando na implantação da internet na
sala de redação da Rádio Cultura de Lavras quando vi a notícia do acidente e
morte da Lady Di.
Ela, aos 36 anos, e seu
namorado, Dodi al Fayed, 42 anos, morreram em um acidente de carro ocorrido na
madrugada daquele dia, na ponte D'alma, em Paris. Diana foi levada para um
hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O veículo acidentado, uma Mercedes
Benz 280S preta, era perseguido por paparazzi.
Quem estava no ar
naquele momento era o apresentador Flávio Renato e eu passei a notícia para ele.
Logo ele voltou dizendo
que era para eu ler porque ele estava enrolado com o texto...
Peguei o telefone,
liguei para a cabine e mandei ver:
- Pierre, le Guache,
diretamente de Paris.
E li a notícia, o que
passou a fazer parte do nosso folclore interno.
Mas será verdade esta
paixão do Povo Brasileiro pela Monarquia?
Ou apenas as pessoas
querem viver um conto de fadas que as afaste da cruel realidade?
A Constituição
determinava que, no dia 7 de setembro de 1993, o eleitorado brasileiro
definiria, mediante plebiscito, a forma, República ou Monarquia Constitucional e
o sistema de governo, Parlamentarismo ou Presidencialismo que deveriam vigorar
no País. A votação foi antecipada para o dia 21 de abril de 1993, resultando na
opção popular pela República e o Presidencialismo.
Nesta maré de corrupção
e improbidade administrativa que atinge o País é bom divagar pelo escapismo,
seja lembrando dos dez anos da morte de Lady Di ou da Família Imperial
Brasileira, numa foto tirada no Palácio Imperial, em Petrópolis, por Otto Hees,
em 1889: D. Theresa Christina, D. Antônio, Princesa Isabel, D. Pedro II, D.
Pedro de Alcântara , D. Luís, Conde d'Eu e D. Pedro Augusto... |