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O brasileiro lê, em média, um
livro por ano. Não se trata de uma estatística precisa, mas sim de um número
calculado após muita observação. Justificando: o tempo para lazer é
relativamente curto e as pessoas têm poucos minutos para se dedicar á leitura e
absorver os conhecimentos escritos, que podem ir desde a uma palavra nova até
curiosidades sobre a vida de personagem históricos.
Nessa pressa do mundo globalizado, não é raro, portanto, encontramos homens e
mulheres olhando fixamente para o livro enquanto se penduram num ônibus lotado
ou devorarem páginas e páginas na sala de espera do dentista ou ainda sentarem
no banco da praça e dedicarem algum tempo do almoço para virar duas páginas e
interpretar algumas figuras.
O esforço é louvável, embora insuficiente. Na Europa, lê-se três livros por mês,
totalizando trinta e seis ao ano, um número bem expressivo perto da marca
brasileira que, quando muito, chega aos doze anuais.
Por que o brasileiro lê pouco? A preguiça é o principal fator e, normalmente,
vem associada ao desinteresse pela leitura. Como desculpa, dizem que o tempo
para lazer é curto.
A população e os críticos literários assimilaram essa informação com tal força e
sustentam como se ela fosse verdadeira, enganando a todos e estagnando um
processo vicioso.
Está na hora de uma verdadeira revolução no mundo das letras, com propostas e
metas bem definidas. O livro deve estar sempre ao lado do abajur, na mesa da
sala, do lado do computador. Ele, em poucas palavras, deve ser incorporado ao
cotidiano dos brasileiros.
Motivo: a leitura estimula a imaginação, auxilia o homem a buscar soluções para
os problemas do mundo e, de quebra, constrói um país de leitores, característica
que, infelizmente, anda muito em falta por aqui e dificilmente será mudada.
A preguiça agradece e parece estar enraizada no povo brasileiro, que sonha em
ser primeiro mundo, mas esquece que a transformação começa no primeiro parágrafo
de um livro. |