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Ano I - Nº5 - Agosto de 2000 |
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. Brasil quer usar sozinho o nome "cachaça" Segundo a jornal O Estado de São Paulo, no dia 9 de agosto de 2000, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, informou à presidente do Conselho Deliberativo do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente de Cana, Maria das Vitórias Cavalcanti, que irá solicitar à União Européia o reconhecimento da cachaça como bebida destilada da cana-de-açúcar genuinamente brasileira. A solicitação, que deverá ser encaminhada à União Européia na segunda quinzena de setembro, tem como objetivo evitar que outros países utilizem a denominação "cachaça" em produtos que não sejam fabricados no Brasil. O ministro decidiu fazer esta comunicação à UE durante audiência que concedeu à presidente do Conselho e à coordenadora executiva da Associação Brasileira de Bebidas, Raquel de Almeida Salgado. Elas informaram ao ministro que Argentina, França e Trinidad Tobago estão produzindo destilados alcoólicos como sendo cachaça, o que pode prejudicar todo o trabalho de promoção comercial que o Brasil vem fazendo para aumentar as exportações do produto. Segundo elas, as exportações de cachaça, que representam 0,6% das exportações brasileiras, cresceram 110% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Raquel de Almeida Salgado informou que a Agência de Promoção das Exportações (Apex) está destinando R$ 3 milhões para apoiar a promoção comercial da cachaça. Como contrapartida o setor está destinando outros R$ 3 milhões para credenciar produtores interessados em participar do programa. Governador do RS defende inclusão de cachaça na cesta básicaO Jornal do Brasil On line informou no dia 8 de agosto de 2000 que o governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), está envolvido em uma polêmica. Tudo porque defendeu, na proposta de aumento seletivo de alguns impostos, a inclusão de meia garrafa de vinho e de "uma garrafinha de cachaça da boa" na cesta básica de alimentos dos trabalhadores gaúchos- isenta de impostos. A assessoria de Dutra explicou a sugestão como uma forma de incentivo e proteção aos produtos feitos no Rio Grande do Sul. Por isso, inclusive, nos estudos para a majoração de alguns impostos, o governo petista planeja dar tratamento tributário diferenciado a produtos típicos gaúchos. |