|
O ateísmo nasceu junto com a primeira religião, mas só pode ser debatido
abertamente no século XVIII, na chegada do Iluminismo. Que ironicamente
serviu para iluminar ou levar às trevas a mente de alguns. Acredito que
por trás das religiões que possuem crença em Deus há rastros de
violência e barbárie.
A religião exacerba e agrava os conflitos humanos muito mais do que o
tribalismo, o racismo ou a política.
A bíblia não pode ser sequer aceito como um guia sobre a moralidade.
Pois nele aceita-se a escravidão e o insulto a mulher. Moralidade
independe de religião. Adolf Hitler se dizia religioso e planejou
dizimar um povo inteiro. Josef Stalin- ateu - fez vítimas fatais que
podem chegar a 20 milhões de soviéticos. A neurociência comprova que até
chimpanzés têm noções morais, sentimentos de empatia e solidariedade - e
nem por isso crêem em um deus.
Cada crente é hermeneuta de sua própria crença, visto que precisamos
utilizar a interpretação, e isto depende diretamente de nossa cultura,
história, convívio, aprendizado.
A Igreja foi contra até ao heliocentrismo, visto que esse lugar
privilegiado não poderia ser do sol, mas da Terra (criação divina). Ora,
mas quem criou o sol, então?
O choque entre a ciência e a fé começa com Demócrito, que 5 séculos
antes da era cristã, intuiu a existência do átomo em um exercício mental
de vigor espantoso. Enquanto a teologia nos leva a crer que tudo existe
com uma finalidade ( o sol para aquecer, a nuvem para chover etc),
Darwin mostra que a simplicidade dá origem a complexidade com a sua
teoria da seleção natural. O que eu acho complexamente fabuloso! E muito
mais crédulo... mas, enfim, não posso fazer com que milhões de "Mecas"
me sigam. Até porque a miséria motiva a fé no mundo. O que acaba por
predispor a espécie humana a uma religião, a um deus, a um ser
intangível que explique o inexplicável (ou incompreendido).
Por Camila Menezes.
|