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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 02 de junho de 2008 23:51:52                                               

 
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CRôNICAS

Deus, um delírio?

   

Camila Menezes

publicado em 03/06/2008


O ateísmo nasceu junto com a primeira religião, mas só pode ser debatido abertamente no século XVIII, na chegada do Iluminismo. Que ironicamente serviu para iluminar ou levar às trevas a mente de alguns. Acredito que por trás das religiões que possuem crença em Deus há rastros de violência e barbárie.
A religião exacerba e agrava os conflitos humanos muito mais do que o tribalismo, o racismo ou a política.

A bíblia não pode ser sequer aceito como um guia sobre a moralidade. Pois nele aceita-se a escravidão e o insulto a mulher.  Moralidade independe de religião. Adolf Hitler se dizia religioso e planejou dizimar um povo inteiro. Josef Stalin- ateu - fez vítimas fatais que podem chegar a 20 milhões de soviéticos. A neurociência comprova que até chimpanzés têm noções morais, sentimentos de empatia e solidariedade - e nem por isso crêem em um deus.
Cada crente é hermeneuta de sua própria crença, visto que precisamos utilizar a interpretação, e isto depende diretamente de nossa cultura, história, convívio, aprendizado.

A Igreja foi contra até ao heliocentrismo, visto que esse lugar privilegiado não poderia ser do sol, mas da Terra (criação divina). Ora, mas quem criou o sol, então?
O choque entre a ciência e a fé começa com Demócrito, que 5 séculos antes da era cristã, intuiu a existência do átomo em um exercício mental de vigor espantoso.  Enquanto a teologia nos leva a crer que tudo existe com uma finalidade ( o sol para aquecer, a nuvem para chover etc), Darwin mostra que a simplicidade dá origem a complexidade com a sua teoria da seleção natural. O que eu acho complexamente fabuloso! E muito mais crédulo... mas, enfim, não posso fazer com que milhões de "Mecas" me sigam. Até porque a miséria motiva a fé no mundo. O que acaba por predispor a espécie humana a uma religião, a um deus, a um ser intangível que explique o inexplicável (ou incompreendido).
Por Camila Menezes.
 

 

 

 
  

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