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Saímos, como princípios inteligentes, de um núcleo amoroso e
aconchegante chamado Deus. Em um dia da existência suprema, fomos
concebidos e instalados nesse núcleo-paraíso, aquecidos e alimentados por um
amor translúcido e protetor. Ali ficamos não se sabe quanto tempo nos
mantendo em processo simbiótico. Não sabíamos o que éramos nem quem seríamos
até sermos lançados a nos emancipar.
Ah! Como foi dura a separação! Fomos conviver com reinos
diversos, alguns mais despertos, outros mais condicionados, mas todos
envolvidos no processo de aprendizado das habilidades necessárias para o seu
desenvolvimento e dos demais. Em meio ao emaranhado de seres, eu não tinha
ainda desperto a consciência. Etapa por etapa foi sendo implementada. O
fortalecimento das habilidades me fazia transpor e transformar cada momento
evolutivo, em cada reino pelo qual passava. Seguimos de princípio
inteligente no reino mineral, vegetal, animal e, enfim, mas sem fim, ao
reino hominal. Não sei de fato precisar, mas foram minutos, horas, anos e
milênios de experiências e aprimoramento de mim.
Ah! O cosmo e sua carga poderosa de energia negativa, nem tão
boas ou ruins, mas necessárias ao todo que, embora constituído, vive a se
(re)constituir plenamente.
O átomo é o projeto pequenino de organização entre o Criador
e a Criatura. Seu núcleo, repleto de energia positiva, assemelha-se ao amor
de Deus, uma esfera luminosa e irradiante de amor.
Ao seu redor, o cosmo, universo de energias negativas,
distintas e complementares.
A união desses dois fenômenos forma a síntese necessária para
que todos nós, humanos viventes, possamos existir na Terra.
Do movimento entre o Criador e o Cosmo nascemos e somos
convidados a participar da nossa eterna busca de cocriar a nossa existência.
A consciência foi a primeira expressão do ato de saber do
nosso ser-existir. E conhecer essa condição é o que nos motiva ao ato
incessante da construção de nós mesmos.
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