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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 03 de março de 2008 21:44:40                                               

 
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CRôNICAS

Não fui eu

   

Madalena Sofia Galvão Viana

publicado em 03/03/2008

        O nosso olhar pequeno diante da vida nos faz por vezes buscar uma explicação para tudo que acontece. Acho que na verdade não é bem uma explicação, é encontrar alguém para colocar a culpa.

         É muito mais fácil justificar os tombos nas circunstâncias, nas atitudes dos outros, na TPM, no acúmulo de estresse com tantos sapos engolidos.

         O contrário resultaria muito triste, sofrer os baques que a vida impõe e ainda ter que admitir que grande parte deles foram esculpidos pelas nossas próprias mãos, é terrível.

         Talvez um espírito mais elevado, para quem nisso crê, consiga lidar com mais facilidade e menos traumas com essa questão, porque o restante dos pobres mortais, como eu, sucumbe à deliciosa tentação de culpar os outros.

         Embora agir assim alivie de imediato, lá no fundo a gente sabe da verdade nua, crua e perversa. E essa sensação talvez só perca para a terrível de não ter a quem culpar.

         Dia desses escutei alguém falar que aceitar as coisas que simplesmente não podemos mudar é a melhor maneira de não sofrer, que existem sim, coisas que não dependem de nós. E melhor, chamam isso de serenidade.

         Era o que eu queria! Agarrei essa idéia, amarrei em meus braços e relaxei. Agora sou serena... palavra muito mais bonita do que covarde, porque agora, não importe quem eu culpe ou deixe de culpar, simplesmente, há coisas que não dependem de mim. Que bom!!

 

 

 

 
  

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::sobre o autor::

 Madalena Sofia Galvão Viana é filha de União dos Palmares – AL, de Cristina Lopes Galvão Viana e de Jairo Correia Viana. É acadêmica de Direito da Universidade Federal de Alagoas e vez ou outra se atreve nos caminhos da escrita.

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