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Dizem que ela tem perna curta e
quanto mais longa a explicação, maior a mentira. Durante
anos,
os esquecidos ou distraídos do dia 1º de abril são alvos fáceis para
as inúmeras brincadeiras. Nesta data, temos que ouvir as tradicionais
pegadinhas e até participar da fantasia e rir da situação. Afinal, salvo as
desabonadoras exceções, não passa de uma brincadeira inofensiva. Os
aniversariantes do dia podem passar por um embaraço para marcar comemorações
com os amigos, pela possibilidade da desconfiança de mais uma lorota.
As histórias inventadas no 1º de abril se tornaram atração na
internet e muitos
aguardam este dia para se divertirem com o lançamento de produtos absurdos
criados pelas grandes empresas.
Todos os anos são inventadas novidades e
muitos internautas aderem às brincadeiras.
A Google, tradicional autora de brincadeiras para o Dia da Mentira, divulgou
a criação de uma
empresa
em Marte e um aplicativo tradutor para encorajar uma maior interação e
entendimento entre animais e humanos. O Orkut chegou a mudar temporariamente
o nome para Yogurt e anunciou uma ferramenta para prever o futuro.
Entretanto, nem tudo é brincadeira inofensiva, as mentiras divulgadas por
e-mails, algumas vezes tão bem elaboradas, citam fontes supostamente
confiáveis. Os boatos circulam rapidamente, mas na internet a velocidade da
circulação aumenta consideravelmente e para esta conduta não existem limites
para a imaginação. São promessas de dinheiro fácil, produtos milagrosos
capazes de curar qualquer tipo de doença e fotomontagens. Arquivos
com fotos ou vídeos, recebidos por desconhecidos, com alguma informação
sensacionalista sobre uma personalidade famosa. Despertam a curiosidade e
podem trazer uma surpresa indesejável, a transmissão de vírus. Inclusive
fotos comprobatórias de que você está sendo traído são usadas como isca para
atrair os arquivos maliciosos.
Quem nunca recebeu uma corrente? Algumas ameaçadoras: “se você não repassar
a mensagem para um número mínimo de dez pessoas pode acontecer uma
desgraça”. Outras mais otimistas: “envie
esta prece para quinze pessoas e o seu desejo será realizado”. É também
comum a solicitação para passar o e-mail e receber um
produto grátis, as empresas afirmam que não fazem este tipo de promoção.
Entre tantas fraldes
e golpes, depara-se com a herança da Malásia.
Esta desatinada mensagem parte de uma suposta
viúva milionária, portadora de uma doença incurável. Promete doar a herança
para pessoas “bem-intencionadas” visando promover a
caridade. Basta entrar em contato com o
seu advogado para ter acesso e redistribuir a fortuna entre os menos
privilegiados. O e-mail é longo e cheio
de detalhes, mas já circulou com esta história mudando apenas o país de
origem.
Por favor,
ajude...Muitos
ficam sensibilizados com os pedidos de ajuda para alguém, geralmente
crianças, reforçado por uma fotografia comovente. Percebe-se que a foto
circula anos a fio com a mesma mensagem; as crianças mencionadas já estão em
outra etapa da vida. Casos que podem ser desmascarados por uma pesquisa pela
internet.
Mensagens
solicitando, encarecidamente, o imediato repasse para o maior número
possível de pessoas. Apelam para o lado
emocional, neste exemplo: "Se você apagar isto sinceramente você não tem
coração.” Informa que o repasse garante o recebimento de R$ 0,32 para a
família, oferecido pelo provedor do e-mail.
Desmentido pelos provedores que asseguram não participar de qualquer tipo de
corrente. Contudo, esporadicamente retorna, em nossa caixa de entrada, o
mesmo caso com fotos diferentes.
O pior acontece
quando a mentira está relacionada às questões da área de saúde, no caso da
gripe H1N1 ou gripe suína. Despejaram uma enxurrada de e-mails alarmantes
provocando muita confusão, num momento em que se necessitava de informação.
Uma suposta conversa entre dois médicos num chat declarava que a situação
era desesperadora. Até assumem ares de verdade quando sugerem partir de
alguém próximo: “tenho um amigo que trabalha no Hospital de Clínicas, estão
ocultando a gravidade da situação”. As pessoas, pensando em ajudar,
repassavam estas mensagens e contribuíam para espalhar o pânico. A boataria
tomou uma proporção tão grande que as autoridades se obrigaram a refutar
publicamente as falsas informações, devido ao temor gerado na população.
Mensagens já
desmentidas recebem nova roupagem e parece que o tempo apaga da lembrança,
vez por outra retornam e espalham mais mentiras. Uma mentira pode ter a
feição de verdade absoluta quando não sofre contestação. E até que seja
elucidada, talvez não atinja os mesmos destinatários. Os desmentidos
dificilmente obtêm a abrangência avassaladora de um boato, por estes
possuírem uma vertente sensacionalista.
Nas situações do
cotidiano, frente a frente com as pessoas somos passíveis de tantos enganos,
infelizmente o nariz do mentiroso não cresce como deveria. Imagine por
e-mail, onde sequer vemos o nariz e nem a assinatura do mentiroso, visto que
são anônimos ou de remetente falso; assim a possibilidade de embarcar em
histórias fantasiosas se tornam maiores. Algumas são consideradas
brincadeiras, mas o perigo está em mensagens engendradas por pessoas
mal-intencionadas, visando tirar vantagem de uma circunstância. Caso todas
as pessoas pudessem checar a veracidade dos e-mails recebidos, muita
desinformação seria evitada pelo simples ato de jogar a mensagem no seu
devido lugar: a lixeira.
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