spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 01 de agosto de 2009 23:07:59                                               

 
  Principal
 Cultura
 Crônicas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
 
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 Institucional
 
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 
   Blogs
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Econotas
 Humor
 Memória Sindical
 Mirim
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Esportes
 Agenda
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRôNICAS

Mudanças

 

Margarete Hülsendeger

publicado em 01/08/2009

Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

Eduardo Galeano

 

Mudar é difícil. Aceitar a necessidade da mudança é ainda mais complicado. É sempre menos perturbador permanecer na mesma rotina de todos os dias, sabendo exatamente como agir ou quais decisões tomar. A vida torna-se um lugar seguro, onde tudo pode ser previsto sem sustos ou sobressaltos.

A vida, no entanto, não está preocupada com os nossos sonhos de segurança. Ela, na verdade, é uma senhora com vontade própria que toma as suas decisões sem perguntar se estamos felizes com elas. Por essa razão, muitas vezes temos dificuldades em compreender e até mesmo admitir a necessidade de certas transformações. Quem sabe seja por isso que nos agarramos com unhas e dentes a rotina. Ela nos dá a ilusão de termos tudo sob o nosso controle.

Todavia, eu sei, e você também sabe, que muito pouca coisa está realmente sob o nosso controle. Família, amigos, amores, trabalho, enfim tudo constitui uma grande e complexa teia na qual a mudança está inevitavelmente inserida.

Mudar de família não é possível, alguns dirão. É verdade, parentes não se escolhem. Trocar de emprego em dias de crise econômica – principalmente se isso significa largar um trabalho bem remunerado – é inadmissível. Afinal, como ouvi uma vez, “quem não tem dinheiro não se pode dar ao luxo de enlouquecer”.

Entretanto, existem pessoas que conseguem não só mudar de emprego, mas também romper com uma rotina familiar desgastante, simplesmente porque param de se importar com o que os outros pensam ou falam. Suas decisões deixam de ser orientadas no sentido de satisfazer o outro e passam a ser definidas a partir do que é melhor para elas. Parece egoísmo, eu sei, mas se pensarmos no quanto a infelicidade e a tristeza podem nos deprimir, deixaremos a culpa de lado e trataremos de encontrar caminhos que nos tragam mais satisfação.

Mudar é sinônimo de movimento. E sendo movimento, na maioria das vezes, não ocorre instantaneamente. É um processo que nos obriga a olhar com mais calma e atenção para o que está além de nós.

Mudar desacomoda, desestabiliza. E essa nem sempre é uma sensação agradável. Pelo contrário. Ela pode ser até muito sofrida. Daí a rotina, os modelos que nos autoimpomos, as cordas com as quais nos amarramos, tudo com um único fim: evitar as mudanças realmente perigosas. Entretanto, como já mencionei, é da vida mudar e não há meios de se opor a que isso aconteça.

O primeiro passo para não se ter medo das mudanças quem sabe seja esquecer que a vida é feita de absolutos. São eles os responsáveis por nos impedir de olhar com esperança e otimismo as transformações que ocorrem à nossa volta. Para evitar a dor provocada pelo medo, é preciso perceber as possibilidades no lugar das certezas. Convicções firmes demais são ilusões de verdades criadas com o único fim de sentirmos uma pseudossegurança.

Portanto, talvez tenhamos de nos questionar sobre o que queremos da vida. Desejamos continuar como simples espectadores ou preferimos assumir o papel do personagem principal? Pense sobre isso e não tenha medo de encarar as mudanças de frente, elas existem justamente para nos fazer seguir adiante sem arrependimentos ou culpas. Afinal, como diz um antigo provérbio chinês: “Se você não pode mudar a direção, terminará exatamente onde partiu”.

 

 

Pesquisa personalizada
 
  

spacer
::sobre o autor::

 Margarete Hülsendeger é professora de Física em escolas particulares de Porto Alegre/RS e Mestre em Educação em Ciências e Matemática/PUCRS.

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::uma foto::


 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outras crônicas:

A difícil arte de envelhecer
Margarete Husendeger

publicado em 02/03/2009

Um veneno amargo
Margarete Husendeger
publicado em 02/02/2009

Notícias que correm pelo mundo
Margarete Hülsendeger
publicado em 01/11/2008

Uma questão chamada escolha
Margarete Hülsendeger
publicado em 01/10/2008

A imagem no espelho
Margarete Hülsendeger

publicado em 02/06/2008

A imagem no espelho
Margarete Hülsendeger

publicado em 02/06/2008

Pensar, viver e morrer: o que mais se pode fazer?
Margarete Hülsendeger
publicado em 03/08/2008

Rampas e tigres de dentes de sabre
Margarete Hülsendeger
publicado em 08/07/2008

Um novo começo
Margarete Hülsendeger

publicado em 05/01/2008 

Sem arrependimentos
Margarete Hülsendeger
publicado em 04/12/2007

Orgulho ou soberba: existe alguma diferença?
Margarete Hülsendeger
publicado em 15/11/2007

Inveja
Por Margarete Hülsendeger
publicado em 11/09/2007
 

Alguém
Margarete Hülsendeger
publicado em 07/10/2007

Raiva
Por
Margarete Hülsendeger
publicado em 28/08/2007

Ansiedade
Por
Margarete Hülsendeger
publicado em 08/07/2007

 

Normas para publicar artigosRevista Virtual Partes

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2009
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer