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Todos
os dias
são
dias
de decisão.
Todos
os dias
são
dias
nos
quais
teremos de escolher.
Decidir
e escolher,
verbos
regulares
nas suas
conjugações,
mas
totalmente
irregulares
quando
transpostos para
a realidade
de nossas vidas.
Outro
dia,
estava pensando nas
escolhas
que
somos obrigados
a fazer.
A lista
é longa
se nela incluirmos todas aquelas
pequenas
decisões
que
nos
são
impostas em
um
só
dia
de vida:
o que
vestir,
o que
comer,
que
contas
pagar,
que
livro
ler
ou
que
filme
assistir.
Enfim,
coisas
aparentemente
insignificantes,
mas
que
consomem muito
do nosso
tempo
e energia.
E as
grandes
e importantes
decisões?
Estas, sem
dúvida
nenhuma, são
as que
provocam mais
angústia.
São
elas
as responsáveis
por
muitas das nossas
noites
mal-dormidas, nas
quais
permanecemos
insones
tentando escolher
qual
o melhor
caminho
a seguir.
Sentimos, nesses
momentos,
uma espécie
de urgência
e, ao sermos dominados
por
ela,
criamos
fantasias
que,
quando
desmascaradas, deixam
apenas
o gosto
amargo
da frustração.
Quando
um
jovem,
por
exemplo,
vai escolher
sua
profissão,
muitas vezes
não
lhe
é dado
o tempo
necessário
para
analisar
todas as possibilidades.
Como
resultado,
a cada
ano
mais
jovens
escolhem de forma
errada. E a
conseqüência é
que,
a médio
e longo
prazo,
sonhos
terão de ser
abandonados e a
busca
por
uma nova
alternativa
acabará se impondo, podendo
gerar
sofrimento e
infelicidade.
A
escolha
da pessoa
com
a qual
compartilharemos a
nossa
vida
também
está entre
as grandes
decisões.
Para
alguns,
pode até
parecer
exagerada essa
afirmativa;
afinal,
em
tempos
de divórcio,
os relacionamentos se sucedem
sem
culpa
ou
remorso.
Pode ser,
mas
sou daquelas que
acredita que
um
relacionamento se constrói de
forma
madura,
o que
para
mim
significa algo
com
um
valor
maior
do que
a compra
de um
carro
ou
de uma roupa
nova.
E se essa
relação
pressupõe a
existência de
uma família,
me
parece que
tudo
se torna
mais
complicado e,
portanto,
mais
sério.
Com
isso
não
quero dizer
que
não
se possa reconhecer
que
a decisão
tomada
foi equivocada e se deseje
começar
tudo
de novo
com
outra
pessoa.
Acredito,
entretanto, na
necessidade
de uma maior
reflexão
para
que
os nossos
erros
de julgamento
prejudiquem o
menor
número
possível
de pessoas.
Tudo
isso
demonstra que
escolher
e decidir
não
são
tarefas
fáceis de realizar.
Escolher
qual
roupa
usar
pode parecer
uma decisão
de menor
importância,
superficial
até.
Mas
e se essa
decisão
implicar
estar-se com
uma boa
aparência
para
uma entrevista
de emprego?
Talvez
a escolha
da melhor
roupa
seja crucial.
Isso
só
prova
que
nem
tudo
é tão
simples
a ponto
de ser
ignorado ou
menosprezado,
ainda
mais
quando
pensamos no
quanto nossas
vidas
são
recheadas de
surpresas e
imprevistos.
Fazer
uma boa escolha,
decidir
da maneira
mais
correta
possível,
pode-se tornar,
para
qualquer
um
de nós,
um
caso
de vida
ou
de morte.
Portanto,
não
tenha pressa.
Pense bem.
Reflita. Imagine,
por
exemplo,
que
o par
de sapatos
que
você
vai usar
hoje
pode determinar
como
será a sua
vida
amanhã. |