spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 02 de fevereiro de 2009 09:43:34                                               

 
  Principal
 Cultura
 Crônicas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
 
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 Institucional
 
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 
   Blogs
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Econotas
 Humor
 Memória Sindical
 Mirim
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Esportes
 Agenda
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRôNICAS

Um veneno amargo

 

Margarete Hülsendeger

publicado em 02/02/2009

Um novo ano está começando e com ele todas aquelas propostas – muitas mirabolantes – de mudança. A frase mais comum nessa época é: “tudo agora vai ser diferente”. Que melhor hora para tratarmos daquele que é, a meu ver, um dos sentimentos mais tristes e desoladores para uma pessoa experimentar? Refiro-me à mágoa.

Essa é uma daquelas emoções que tem o dom de nos fazer sentir menores e piores do que realmente somos. No decorrer de uma única vida, são tantas que acabam se empilhando umas sobre as outras, até que nada mais reste a não ser uma tristeza imensa e, muitas vezes, infundada, de termos fracassado de alguma maneira.

Paradoxalmente, no entanto, as mágoas não podem ser expostas. Ao contrário. Elas devem ficar escondidas, disfarçadas. Que horror seria se os outros soubessem que nos magoaram. Impomo-nos a obrigação de parecermos sempre perfeitos. E quando, obviamente, não conseguimos alcançar esse ideal, o resultado se torna previsível: abre-se em nosso espírito uma brecha para que novas mágoas nos atinjam de forma, muitas vezes, irreparável.

Entretanto, para a questão da mágoa, assim como para outros problemas da vida, não encontraremos receitas ou soluções prontas. Afinal, é difícil prever como os nossos sentimentos serão atingidos quando virarmos a próxima esquina. Não se deixar levar pelas mágoas acumuladas é, sem dúvida nenhuma, uma tarefa árdua. Ela nos exige um exercício constante e ininterrupto de elevação da consciência e, consequentemente, da nossa autoestima.

É possível, contudo, observá-las, mas de longe, bem de longe. A distância torna tudo pequeno, sem importância, e coloca os fatos da vida dentro de uma perspectiva mais realista. Nada como o distanciamento para conseguirmos ver o mundo de uma maneira mais clara e – por que não? – menos sentimental.

Segundo o poeta inglês John Keats (1795-1821) o prazer costuma nos visitar muitas vezes, mas a mágoa agarra-se a nós com crueldade. A verdade é que seremos magoados se dermos às mágoas uma força que elas não têm. Portanto, se insistirmos em torná-las parte da nossa existência, acabaremos envenenando-nos e, quando nos dermos conta, elas nos terão dominado. O conhecimento de nossas próprias fragilidades e imperfeições é, quem sabe, um primeiro passo para impedirmos que as mágoas sigam a sua marcha, acumulando-se em nosso espírito. Porém, como afirmei anteriormente, essa não é uma tarefa fácil, mas acredito que o esforço valha a pena. Pense, então, sobre isso. E quando uma nova mágoa quiser se instalar na sua mente e no seu coração, se pergunte: é isso o que eu desejo para a minha vida?

 

 

Pesquisa personalizada
 
  

spacer
::sobre o autor::

 Margarete Hülsendeger é professora de Física em escolas particulares de Porto Alegre/RS e Mestre em Educação em Ciências e Matemática/PUCRS.

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::uma foto::


 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outras crônicas:

Notícias que correm pelo mundo
Margarete Hülsendeger
publicado em 01/11/2008

Uma questão chamada escolha
Margarete Hülsendeger
publicado em 01/10/2008

A imagem no espelho
Margarete Hülsendeger

publicado em 02/06/2008

A imagem no espelho
Margarete Hülsendeger

publicado em 02/06/2008

Pensar, viver e morrer: o que mais se pode fazer?
Margarete Hülsendeger
publicado em 03/08/2008

Rampas e tigres de dentes de sabre
Margarete Hülsendeger
publicado em 08/07/2008

Um novo começo
Margarete Hülsendeger

publicado em 05/01/2008 

Sem arrependimentos
Margarete Hülsendeger
publicado em 04/12/2007

Orgulho ou soberba: existe alguma diferença?
Margarete Hülsendeger
publicado em 15/11/2007

Inveja
Por Margarete Hülsendeger
publicado em 11/09/2007
 

Alguém
Margarete Hülsendeger
publicado em 07/10/2007

Raiva
Por
Margarete Hülsendeger
publicado em 28/08/2007

Ansiedade
Por
Margarete Hülsendeger
publicado em 08/07/2007

 

Normas para publicar artigosRevista Virtual Partes

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2009
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer