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Excelente a explanação da médica
psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, no programa RODA VIVA, da
TV Cultura, desta última segunda-feira (26-07-2010).
Mais uma vez, ela demonstrou
competência, objetividade e coragem ao responder todas as questões
abordadas.
Suas explicações refletem a
necessidade de medidas eficazes para
que a sociedade se proteja dos
psicopatas, que são pessoas que
nascem sem consciência, ou seja,
sem qualquer vestígio de arrependimento ou remorso ao praticar maldades
a quem quer que seja, visando o próprio benefício.
Por possuírem uma inteligência
notável, ao mesmo tempo em que são sedutoras, conduzem com facilidade
suas vítimas a caírem em suas
cruéis armadilhas. Perversas,
destruidoras de sonhos, provocam desde as mais desagradáveis situações
até os mais tenebrosos acontecimentos; sempre em benefício próprio e
prejuízo para os outros.
O grande apreço que têm por si
mesmas faz com que a única coisa capaz de bloquear a sua maldade é o
castigo que possa receber como consequência. Isso mostra que a
impunidade é um estímulo para repetição de erros. Além da impunidade, a
falta de uma boa formação
e de bons exemplos alimentam a sua maldade.
Sendo que a psicopatia está
presente em todos os níveis da sociedade, faz-se necessária uma
avaliação psíquica para que nenhum profissional, no uso de suas
atribuições, possa acarretar prejuízos para um determinado grupo social
ou até para uma população inteira, visando lucros.
O psicopata já nasceu com essa
tendência à crueldade e isto o difere do criminoso comum que, uma vez
arrependido e recuperado, não
representa mais nenhum perigo
para a sociedade. O psicopata não deve ficar em companhia dos
prisioneiros comuns, pois além de
incitar os outros à maldade pode
representar um perigo para os demais.
Ele precisa de ajuda, de um
hospital psiquiátrico e receber tratamento. Ser alvo de estudos da
Medicina para descobrir a cura. Nos níveis mais graves não pode viver em
sociedade.
A punição jamais deve ser moldada
nos mesmos requintes crueis.
Em ambos os casos a recuperação
deve ser conquistada através do trabalho, da educação, da religião e de
bons exemplos.
Precisamos também de uma política
que incentive o amor e a fraternidade; o respeito à natureza e aos
animais; com igualdade de direitos, de deveres e qualidade de vida para
todos. Valorizando sempre o ser e não o ter.
Nair Lúcia de Britto
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