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Nos noticiários vistos pela televisão sobre
uma moça que foi refém de um “bandido”, na praia do Guarujá, ouvi alguns
depoimentos declarando que o caso teve um “final feliz”.
Realmente, a jovem agiu com inteligência e
tranquilidade e acabou se salvando, graças a Deus!
Mas e o rapaz? Que triste fim para um
garoto de apenas dezenove anos!
Mais um “Pixote” da vida...
Nem por um momento ele destratou sua refém;
ao contrário, procurou tranquilizá-la avisando-a de que nada lhe
aconteceria; que queria apenas se proteger e que, no fundo, estava tão
apavorado quanto ela.
Foi um verdadeiro herói quando preferiu
voltar a arma contra a própria cabeça do que matar alguém.
Como a refém, ele também era era uma
vítima, fruto do cáos social em que vivemos.
Demonstrou que era uma pessoa de boa
índole; tinha tudo para ser regenerado e ser feliz...
Por isso eu acho que esse caso foi feliz
por um lado, mas muito desastroso por outro. Creio que nem os próprios
policiais se vangloriaram com esse triste desfecho, porque o papel da
Polícia é promover a paz, a segurança e a ordem; e não a crueldade.
Essa história teria tido um final realmente
feliz, se o rapaz tivesse se entregado à Policia; sido recuperado e
conquistado, por seus próprios méritos, uma nova oportunidade.
Claro que eu fiquei contente pela jovem que
teve sua vida preservada pela competente ação policial e por uma luz que
iluminou a mente do rapaz; que, afinal de contas, provou que tinha um bom
coração.
Mesmo assim, ninguém chorou por ele...
Mas eu chorei!...
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