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Até agora estou muito triste com a violência praticada contra jovens
inocentes em plena terça-feira de Carnaval, no litoral Sul!
Vejam a situação desastrosa que estamos vivendo nos dias de hoje!...
Dia desses, vi na televisão, um grupo de homens jovens, bonitos, musculosos;
entrelaçados uns aos outros, gritando:
“A violência voltou!” “A violência voltou!”.
Por incrível que pareça, eles estavam felizes e orgulhosos pela apologia à
violência que estavam fazendo!
Percebeu, mulher, que estamos regredindo cada vez mais? Retornando à idade
do homem da pedra, à barbárie?!...
Há algum tempo, eu fui ao cinema sem saber que o filme que estava passando.
Vi o cartaz de um filme com o ator Richard Nichols. O ator me atraiu, mas o
título do filme me pareceu duvidoso. Cheguei à bilheteria e perguntei à moça
atrás do balcão.
-- Por favor, uma informação! Esse filme é de violência? Pergunto, porque eu
detesto filmes de violência.
-- Não, não... Esse filme é muito bom! Tem só algumas cenas um pouco fortes,
mas a história é bonita.
-- Ah, bom!
Entrei no cinema e procurei um lugar no escuro. Sentei e comecei a ver o
filme. Conclusão: era um filme extremamente violento, horrível!
Retirei-me logo às primeiras cenas e fui procurar o gerente:
-- Quero meu dinheiro de volta! -- E expliquei o motivo.
Prontamente ele restituiu meu dinheiro, pedindo desculpas...
Tempos mais tarde aconteceu algo parecido numa video-locadora. Paguei pela
locação do DVD, mas nunca mais apareci lá...
Se todo mundo fizesse o que fiz, teríamos uma formação melhor para os
jovens. Se mudássemos o canal da tevê assim que começasse a passar um desses
filmes que só tem socos, ponta-pés, homens, mulheres e até crianças armados
de revólver, prontos para matar como se matar ou agredir fosse um ato de
heroísmo e não covardia... E procurássemos assistir algo agradável ou
instrutivo; quje ensinasse amor a Deus, à Natureza e ao próximo; noções
de solidariedade, fraternidade... é óbvio que não haveriam tantos crimes...
Mas não... “É duro de matar, um; é duro de matar, dois; é duro de matar,
três"... e por aí vai!”
A população absorve violência vinte-e-quatro horas por dia porque é o que
ela quer assistir. Enquanto cineastas e empresários enriquecem com a ficção
macabra; na vida real, mães perdem seus filhos.
Reflitam comigo: A culpa é dos políticos? Do Cinema, Da televisão? Da
polícia?... Ou é de quem assiste?
Outro grande problema é a falta de planejamento familiar e a escolha errada
dos parceiros...
Filhos do abandono, da falta de educação, do amor e das oportunidades são
também as sementes da violência...
Cabe a você, mulher, salvar esse mundo!
Quando olhar para um homem, não se deixe seduzir por um porte atlético, por
músculos, um rosto bonito ou simplesmente uma conversa fiada... de quem quer se servir, e ir embora...
Nem tampouco busque no casamento um refúgio para os seus problemas ou um
meio de sobrevivência... Não se arrisque a arrumar um problema maior,
ainda...
O que você deve buscar é o caráter, o sentimento, o coração generoso... o
pai extremoso e amoroso... Alguém que saiba valorizar, respeitar e amar de
verdade a mulher pela sua dignidade, pela sua inteligência... pelo seu
trabalho. Que esteja a seu lado na criação e educação dos filhos.
“Bom filho, bom marido”, dizem; e eu acredito nisso.
Por seu lado, não se preocupe demais em ter aquele corpo perfeito que tanto
atrai os homens. Preocupe-se mais com sua saúde, em estudar, em ser uma
profissional competente e independente...
Saber esperar pelo homem certo é uma espera construtiva. Porque quando um
homem ama a mulher só pela beleza física; quando ela tiver quarenta anos,
sem dó nem piedade, ele vai trocá-la por duas de vinte!
NAIR LÚCIA DE BRITTO
JORNALISTA.
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