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Segundo
alguns autores, a escultura seria a arte de trabalhar com matérias duras,
criando imagens, figuras ou ornamentos. Os latinos denominavam como escultor
o artista que se utilizava do mármore para trabalhar com um buril; e
estatutário, o artista que criava estátuas de bronze. Atualmente a escultura
consiste em reproduzir as formas de seres vivos ou de ornamentos criados
pela imaginação. A escolha do material é livre para o escultor.

É interessante lembrar que essa modalidade de arte existe desde as épocas
mais remotas. Os egípcios tinham uma habilidade notável em esculturas. Na
Assíria, Pérsia e outros lugares da Ásia a escultura simbólica e hierática
apresenta caracteres semelhantes aos da escultura egípcia, mas não chega a
atingir a mesma perfeição. A escultura chinesa floresceu nas dinastias Chang
(1 milênio a.C.): Wi e Song (1 milênio d.C.); enquanto que os japoneses
desenvolveram essa arte mais tarde.
A natureza e a poesia mescladas à imaginação eram as fontes de inspiração
para os gregos, na criação de esculturas. Os primeiros séculos da Era Cristã
reproduzem nos seus monumentos os tipos, gestos e símbolos da arte pagã. Com
o triunfo do Cristianismo, a escultura e a pintura passaram a ser exploradas
pelos bizantinos durante vários séculos.
No período renascentista, os escultores italianos observavam a realidade,
com base nos modelos da Antiguidade. Suas obras se caracterizavam pelo
movimento, expressão, sentimentos (próprios da pintura). Empregou-se, então:
terra, cera, gesso, madeira, mármore, bronze, prata, ouro, marfim e outros
materiais.
Na
Antiguidade foram encontradas figuras de argila (primeiro material a ser
utilizado pelos escultores, seguido da madeira) em túmulos egípcios e
monumentos assírios. A cera, utilizada em épocas remotas, também foi
utilizada no período renascentista. Mas foi o mármore branco o material mais
utilizado para a estatutária, devido sua transparência e brilho. Os metais
preciosos, como o ouro e a prata, foram empregados em obras de menor porte.
No
século XX, Alexander Calder, artista norte-americano, inventou o gênero
“móbile”, que consiste no uso de chapas metálicas, as quais oscilam conforme
o vento ou a um simples toque de mãos. As obras, então, assumem aparências
diversas e o espectador que as toca colabora para sua realização.

A INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO HIPPIE NA ARTE DE TRABALHAR COM AS MÃOS.
O
movimento hippie, que surgiu nas décadas de 1960 e 1970, foi composto por
grupos que rejeitavam os padrões de valores políticos e sociais, em repúdio
à guerra do Vietnam. Os hippies erguiam sua bandeira em pró da
paz, da liberdade e do amor livre. Seus trajes eram bastante modestos,
despojados de qualquer vaidade; e optavam por uma vida livre de quaisquer
compromissos. Criaram uma cultura nova, aderindo a execução de concertos de
“rock” ao ar livre. Desenvolveram, também, uma forma
alternativa de comércio através do artesanato (uma modalidade de arte
manual), confeccionando objetos decorativos ou utilitários; arte que se
conserva até hoje.

ESCULTURA EM ARAME
O
arame para realizar esculturas é o material preferido pelo artista Laércio
Alves da Silva, que reside no Litoral Santista. Seus trabalhos são
executados com total liberdade, conforme as idéias criadas pela própria
imaginação, nos momentos de inspiração.
O artista conta como começou a trabalhar com arame para desenvolver sua
arte:

“Meu contato com o arame aconteceu em 1997, quando eu trabalhava para uma
firma, chamada 'Robert Bosch', em Campinas (SP). Eu fazia os brindes
promocionais para a empresa, aproveitando material reciclado. Certo dia,
quando eu estava escolhendo o material que me seria útil para fazer meu
trabalho, deparei-me com alguns rolos enormes de fios de cobre. Observando
aquele material que eu tinha nas mãos, logo deduzi que poderia me utilizar
daqueles fios para confeccionar minhas esculturas: arte que eu sonhava
desenvolver.”

Laércio confessa que, no começo, não foi nada fácil realizar o que ele
pretendia. As dificuldades, contudo, não o desanimaram. Com determinação e
muita paciência, o artista foi pouco a pouco adquirindo habilidade em lidar
com aquele material ao mesmo tempo em que criava sua própria técnica. Sua
força de vontade fez com que seu trabalho fosse se aperfeiçoando cada vez
mais!
Hoje
em dia, ele cria esculturas em arame com a maior facilidade. Tem total
domínio sobre esse material e, às vezes, ele mesmo se surpreende com o
resultado positivo do seu trabalho! "É muito gratificante!", ele conclui.
Muitas de suas criações foram apresentadas em várias exposições de arte e
não raro costuma atender encomendas de clientes, como de prefeitos
municipais e outras personalidades conhecidas. Entre os trabalhos que já
realizou estão:
Homem Vitruviano, (em tamanho natural) escultura exposta na
entrada do prédio da Unimed (Itapetininga)
Venus, adquirido pela Prefeitura de Paulínia/SP.
Charlie Chaplin (em tamanho natural) exposta na entrada do
cinema Santa Tereza, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
Cartola (em tamanho natural) obra realizada para a Escola de
Samba “Mangueira”.
Iemanjá (uma obra ainda em projeto), a qual o autor pretende
destinar à Prefeitura de São Vicente/SP.

Perfil
Nascido
na cidade de Rio Claro (SP), Laércio estudou desenho artístico na Escola
Arquimedes, de Campinas (SP), em 1987; e cenografia no Centro de Pesquisa
Teatral Antunes Filho, em São Paulo, no ano de 1997.
Atualmente o artista mora no Litoral Santista, onde vive da sua arte. Ele
costuma expor, vender e receber encomendas de seus trabalhos numa barraca
que montou na praia dos Milionários, em frente à “praça dos Aposentados”.
Eu,
pessoalmente, assim que vi o trabalho de Laércio, achei que ele é um belo
exemplo de que vale a pena correr atrás dos nossos sonhos, atendendo aos
apelos do nosso próprio talento, dom abençoado e um
presente de Deus.
Aqueles que se interessarem pelo trabalho dele podem entrar em contato com o
artista pelo e-mail:
laercioscult@hotmail.com
NAIR LÚCIA DE BRITTO
Jornalista e Comentarista de Arte
Fonte de pesquisa: COLORAMA Enciclopédia Ilustrada (Editora
Melhoramentos) e Enciclopédia do Conhecimento Essencial (Editora Reader's
Digest). |