spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 13 de julho de 2009 20:52:30                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
CRÔNICAS

Escultura, uma arte milenar

Nair Lúcia de Britto

publicado em 13/07/2009

Segundo alguns autores, a escultura seria a arte de trabalhar com matérias duras, criando imagens, figuras ou ornamentos. Os latinos denominavam como escultor o artista que se utilizava do mármore para trabalhar com um buril; e estatutário, o artista que criava estátuas de bronze. Atualmente a escultura consiste em reproduzir as formas de seres vivos ou de ornamentos criados pela imaginação. A escolha do material é livre para o escultor.

É interessante lembrar que essa modalidade de arte existe desde as épocas mais remotas. Os egípcios tinham uma habilidade notável em esculturas. Na Assíria, Pérsia e outros lugares da Ásia a escultura simbólica e hierática apresenta caracteres semelhantes aos da escultura egípcia, mas não chega a atingir a mesma perfeição. A escultura chinesa floresceu nas dinastias Chang (1 milênio a.C.): Wi e Song (1 milênio d.C.); enquanto que os japoneses desenvolveram essa arte mais tarde.

 

A natureza e a poesia mescladas à imaginação eram as fontes de inspiração para os gregos, na criação de esculturas. Os primeiros séculos da Era Cristã reproduzem nos seus monumentos os tipos, gestos e símbolos da arte pagã. Com o triunfo do Cristianismo, a escultura e a pintura passaram a ser exploradas pelos bizantinos durante vários séculos.

 

No período renascentista, os escultores italianos observavam a realidade, com base nos modelos da Antiguidade. Suas obras se caracterizavam pelo movimento, expressão, sentimentos (próprios da pintura). Empregou-se, então: terra, cera, gesso, madeira, mármore, bronze, prata, ouro, marfim e outros materiais.


Na Antiguidade foram encontradas figuras de argila (primeiro material a ser utilizado pelos escultores, seguido da madeira) em túmulos egípcios e monumentos assírios. A cera, utilizada em épocas remotas, também foi utilizada no período renascentista. Mas foi o mármore branco o material mais utilizado para a estatutária, devido sua transparência e brilho. Os metais preciosos, como o ouro e a prata, foram empregados em obras de menor porte.


No século XX, Alexander Calder, artista norte-americano, inventou o gênero “móbile”, que consiste no uso de chapas metálicas, as quais oscilam conforme o vento ou a um simples toque de mãos. As obras, então, assumem aparências diversas e o espectador que as toca colabora para sua realização.


 

A INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO HIPPIE NA ARTE DE TRABALHAR COM AS MÃOS.


O movimento hippie, que surgiu nas décadas de 1960 e 1970, foi composto por grupos que rejeitavam os padrões de valores políticos e sociais, em repúdio à guerra do Vietnam. Os hippies erguiam sua bandeira em pró da paz, da liberdade e do amor livre. Seus trajes eram bastante modestos, despojados de qualquer vaidade; e optavam por uma vida livre de quaisquer compromissos. Criaram uma cultura nova, aderindo a execução de concertos de “rock” ao ar livre. Desenvolveram, também, uma forma alternativa de comércio através do artesanato (uma modalidade de arte manual), confeccionando objetos decorativos ou utilitários; arte que se conserva até hoje.


 

ESCULTURA EM ARAME

 

O arame para realizar esculturas é o material preferido pelo artista Laércio Alves da Silva, que reside no Litoral Santista. Seus trabalhos são executados com total liberdade, conforme as idéias criadas pela própria imaginação, nos momentos de inspiração.

 

O artista conta como começou a trabalhar com arame para desenvolver sua arte:

 

“Meu contato com o arame aconteceu em 1997, quando eu trabalhava para uma firma, chamada 'Robert Bosch', em Campinas (SP). Eu fazia os brindes promocionais para a empresa, aproveitando material reciclado. Certo dia, quando eu estava escolhendo o material que me seria útil para fazer meu trabalho, deparei-me com alguns rolos enormes de fios de cobre. Observando aquele material que eu tinha nas mãos, logo deduzi que poderia me utilizar daqueles fios para confeccionar minhas esculturas: arte que eu sonhava desenvolver.”


Laércio confessa que, no começo, não foi nada fácil realizar o que ele pretendia. As dificuldades, contudo, não o desanimaram. Com determinação e muita paciência, o artista foi pouco a pouco adquirindo habilidade em lidar com aquele material ao mesmo tempo em que criava sua própria técnica. Sua força de vontade fez com que seu trabalho fosse se aperfeiçoando cada vez mais!


Hoje em dia, ele cria esculturas em arame com a maior facilidade. Tem total domínio sobre esse material e, às vezes, ele mesmo se surpreende com o resultado positivo do seu trabalho! "É muito gratificante!", ele conclui.


 

Muitas de suas criações foram apresentadas em várias exposições de arte e não raro costuma atender encomendas de clientes, como de prefeitos municipais e outras personalidades conhecidas. Entre os trabalhos que já realizou estão:


 

Homem Vitruviano, (em tamanho natural) escultura exposta na entrada do prédio da Unimed (Itapetininga)

Venus
, adquirido pela Prefeitura de Paulínia/SP.

Charlie Chaplin (em tamanho natural) exposta na entrada do cinema Santa Tereza, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.

Cartola (em tamanho natural) obra realizada para a Escola de Samba “Mangueira”.

Iemanjá (uma obra ainda em projeto), a qual o autor pretende destinar à Prefeitura de São Vicente/SP.


 

 

 

 


Perfil

Nascido na cidade de Rio Claro (SP), Laércio estudou desenho artístico na Escola Arquimedes, de Campinas (SP), em 1987; e cenografia no Centro de Pesquisa Teatral Antunes Filho, em São Paulo, no ano de 1997.

 

Atualmente o artista mora no Litoral Santista, onde vive da sua arte. Ele costuma expor, vender e receber encomendas de seus trabalhos numa barraca que montou na praia dos Milionários, em frente à “praça dos Aposentados”.


Eu, pessoalmente, assim que vi o trabalho de Laércio, achei que ele é um belo exemplo de que vale a pena correr atrás dos nossos sonhos, atendendo aos apelos do nosso próprio talento, dom abençoado e um presente de Deus.

 

Aqueles que se interessarem pelo trabalho dele podem entrar em contato com o artista pelo e-mail: laercioscult@hotmail.com

 

 

 

        NAIR LÚCIA DE BRITTO
Jornalista e Comentarista de Arte

 

Fonte de pesquisa: COLORAMA Enciclopédia Ilustrada (Editora Melhoramentos) e Enciclopédia do Conhecimento Essencial (Editora Reader's Digest).

 
 
  

spacer
::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 

::outros textos da autora::

"Tia, eu quero ser bandido!"
Nair Lúcia de Britto
publicado em 10/07/2008

Bandido e herói
Nair Lúcia de Britto

publicado em 04/08/2008

"Tia, eu quero ser bandido!"
Nair Lúcia de Britto
publicado em 10/07/2008


Direitos Humanos
Por Nair Lúcia de Brito
publicado em 27/05/2007

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
Por Nair Lúcia de Britto
publicado em 20/06/2007

O Invasor
Nair Lúcia de Britto
publicado em 22/09/2007

Como numa jogada de vôlei...
Nair Lúcia de Britto
publicado em 19/06/2008

Mais...
 

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2009
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer