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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 13 de julho de 2009 21:53:58                                               

 
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CRÔNICAS

Mulher... Divina e Graciosa

Nair Lúcia de Britto

publicado em 06/03/2008

 

 

Os versos mais bonitos dedicados à mulher foram cantados mil vezes em nostálgicas noites de serenata, em outros tempos, outras décadas: “Tu és divina e graciosa; estátua majestosa do amor; por Deus, esculturada e formada com ardor; da alma da mais linda flor...”

Da década de cinquenta para cá, a mulher mudou: deixou de ser aquela princesinha educada apenas para ser a esposa perfeita para o seu Príncipe Encantado, colocando toda sua vida em suas mãos.

O sonho de Cinderela foi pouco a pouco se deparando com uma realidade bem diferente.

De repente, a mulher percebeu que só ela poderia ser a responsável pela própria existência. Ser mãe e esposa, sim; mas seus sonhos ocupavam um espaço maior, isto é, eram também o reconhecimento da própria identidade, dos seus valores, seus ideais e do seu talento.

Através do trabalho e do estudo, a maioria conquistou sua independência. A princípio eram só professoras. Tinha até uma música que dizia: “Minha normalista linda; não pode casar ainda; pois não se formou...”

Depois, passaram a ocupar outros mercados de trabalho.

Mas as mulheres continuam as eternas sonhadoras!

Qual é a mulher que não deseja um homem para amar e ser amada? Muitas se entregam a esse sonho de Cinderela, sem pensar que o Príncipe Encantado, na verdade, não existe. O que existe é um homem de carne e osso que, como todo ser humano, tem seus defeitos; graves ou não; depende.

A advogada Carla Perez Raccioppi, assessora da Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, de Santos, alerta a mulher sobre os perigos que decorrem da escolha errada do parceiro. Segundo suas próprias pesquisas, a violência à mulher ainda é onipresente, tem muitas formas, e é universal.

Em nenhuma sociedade as mulheres estão seguras ou são tratadas com direitos iguais aos do homem. É preciso fazer valer esses direitos; repartir com os homens as tarefas da casa e a educação dos filhos; conquistar o acesso a cargos de poder e de decisão, seja no setor público ou privado.

A capacidade de intuição e a sensibilidade da mulher podem conquistar um mundo melhor e mais justo. Porque a violência e a força bruta usadas por alguns homens para manter o controle sobre a outra pessoa é um método irracional e condenável, que a nada conduz de positivo.

O que a especialista aconselha para as jovens inexperientes, vítimas de violência, que buscam a Delegacia de Mulher para pedir socorro, é que elas devem fugir dos homens explosivos, excessivamente ciumentos, de temperamento difícil e dos usuários de droga. Para esses tipos de homem a mulher é uma propriedade e não uma pessoa.

“A ocasião do namoro é a mais propícia para que ela analise minuciosamente o homem que está escolhendo para marido; para seu companheiro e para ser o pai do seu filho. Astuciosamente, ela poderá reconhecer quando ela está sendo verdadeiramente amada ou se é um simples objeto de desejo.”

A mulher deve saber reconhecer o amor. O amor é um sentimento duradouro, não passa com o decorrer dos anos e nem com as inevitáveis transformações físicas. Enquanto que o desejo físico é passageiro, efêmero. Quer dizer, o objeto desse desejo é facilmente transferível de uma pessoa para outra; basta que o outro objeto mostre-se mais atraente ou mais interessante que o anterior.

Mulher! O amor não tem pressa!

Não acontece quando a gente quer ou planeja. Chega inesperadamente, em qualquer fase da vida.

Enquanto o amor não chega, não se desgaste ou desperdice seu tempo com relacionamentos fúteis, artificiais, infrutíferos ou até nocivos à sua vida pessoal. Ocupe-se em estudar, não só para evoluir intelectualmente como também para se realizar profissionalmente. A independência financeira é uma arma poderosa para você ter condições de refazer a sua vida, se o casamento fracassar; ou mesmo para você impor respeito e sentir-se auto-suficiente.

O amor tem um papel muito importante na vida de qualquer pessoa, mas é apenas uma parte e não um todo.

Lembre-se sempre que amar de verdade é um bem-querer constante e discreto. É carinho, é ternura, é se preocupar com o outro. É algo muito mais profundo e dignificante do que á busca da própria felicidade... é querer fazer feliz a quem se ama!
 

Nair Lúcia de Britto

Poeta, Jornalista e Comentarista de cinema

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
Eu, Nair Lúcia de Britto, nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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