spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 13 de julho de 2009 21:53:06                                               

 
  Principal
 Cultura
 Crônicas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
 
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 Institucional
 
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 
   Blogs
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Econotas
 Humor
 Memória Sindical
 Mirim
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Esportes
 Agenda
 
 
 
 
 
 
 
CRÔNICAS

Olho por olho, dente por dente... Será?

Nair Lúcia de Britto

publicado em 17/03/2008

 

 

O jovem espanhol chegou ao aeroporto brasileiro.

Magro, esguio, cabelos longos. Bonito moço!

Veio ao Brasil, certo de que passaria uma temporada agradável em Jericoaquara.

Apresentou o passaporte no guichê.

Do outro lado, o funcionário cumpriu as ordens recebidas:

- Volte para a Espanha! -- declarou claramente, com todas as letras.

O estrangeiro ficou sem palavras. Apenas se surpreendeu, sem saber o que fazer.

    - Por favor, aguarde ao lado!

    Humildemente, o espanhol obedeceu.

    Quem sabe era um equívoco! Logo tudo se esclareceria, e ele passaria suas férias em paz.

    Qual o quê!

    Logo estaria dentro do avião novamente em direção ao seu país de origem; frustrado, por não conhecer Jericoaquara.Como será que ele se sentiu? Já dá para imaginar...

    Olho por olho, dente por dente!

    Os brasileiros não tiveram também que retornar ao Brasil, impedidos de entrar na Espanha?

    Então! Olho por olho, dente por dente! Não é assim que se fala?

    É assim mesmo, mas é errado.

    É assim que as brigas se tornam intermináveis, e as guerras nunca terminam.

    Em vez de se resolver a questão diplomaticamente as pessoas preferem assim: um revidar mais do que o outro, e nessa divergência não se sabe mais quem é o pior!

    O Brasil perdeu uma excelente oportunidade de ensinar a um país de primeiro mundo como é que se trata um estrangeiro quando ele chega em outro país: com cordialidade e consideração.

    Espanhol inteligente!

    Veio conhecer uma das mais belas praias do Ceará, um lugar paradisíaco que muitos brasileiros ainda não tiveram o privilégio de conhecer.

    O acesso é difícil, é verdade.

    Chegando em Fortaleza, só se chega lá de bugue ou veículo de tração nas quatro rodas. Ah!, mas vale a pena! É um encontro deslumbrante com a Natureza!Que paraíso! Dá uma sensação de liberdade porque tudo lá é muito amplo. Os moradores não sabem o que é trânsito, nem cartão de crédito. Eles sabem preservar a natureza, que lhes oferece o próprio sustento.

    As dunas são enormes, algumas com até 30 metros de altura. Ao pôr-do-sol a areia fica dourada. O mar é muito calmo e as águas são limpíssimas... O lugar mais bonito do Ceará!

    No entanto, Jericoaquara só ficou sendo conhecida em 1987, quando o “Washington Post” (um jornal americano) escreveu uma reportagem sobre praias e colocou a praia de Jericoaquara como uma das dez mais bonitas do mundo!

    Será que algum cineasta brasileiro já teve a idéia de fazer um filme lá?

    Como é que esse espanhol tomou conhecimento dessa praia lindíssima?

    Olha... Certamente ele não deve ter assistido nem “Cidade de Deus”, nem “Tropa de Elite”... senão ele teria medo de vir ao Brasil.

    Nair Lúcia de Britto

    Poeta e Jornalista.

 
  

spacer
::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
Eu, Nair Lúcia de Britto, nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 

::outros textos da autora::


Direitos Humanos
Por Nair Lúcia de Brito
publicado em 27/05/2007

Transsexualismo e adoção de crianças
Nair Lúcia de Britto
publicado em 24/02/2008

O Invasor
Nair Lúcia de Britto
publicado em 22/09/2007

 

Mais...

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2008
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer