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ISSN 1678-8419         última atualização em: terça-feira, 01 de fevereiro de 2011 17:27:45                                               

 
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CRÔNICAS

Passione

Nair Lúcia de Britto

publicado em 01/02/2011

Bem inteligente a trama da novela Passione, de Silvio de Abreu, que logo despertou o interesse dos telespectadores pelo desenrolar intrigante e fluente; sem nunca pecar pela monotonia. Excelente escolha do elenco de atores; já consagrados, na maioria.

A maior estrela da novela foi Mayana Moura que interpretou Melina, a personagem mais coerente da novela, apesar dos erros que cometeu por amor. Alguns telespectadores reclamam que ela não merecia terminar com o confuso e atrapalhado Mauro (Rodrigo Lombardi). Eu já acho que ela merecia alguém mais determinado!

A “Pituquinha” (Irene Ravache) e o “Mimoso” (Francisco Cuoco) formaram o casal mais adorável da novela.

Reynaldo Gianecchini (Fred) aprimorou-se como ator e Simone Gutierres (Lurdinha) revelou-se como uma excelente atriz, bailarina espetacular e comediante rara.

As únicas falhas que eu observei foi quanto ao roteiro. Certos diálogos foram muito pesados e grosseiros, como por exemplo entre a personagem Clara (Mariana Ximenes) e a avó Valentina (Dayse Lúcide).

Os temas fortes e cenas de sexo, apresentados, foram exagerados, rudes e chocantes. Os alertas são válidos, sem dúvida, inclusive para os Totós da vida. Só que o autor poderia ter sido mais hábil e discreto ao focar situações graves, decorrentes da miséria e do desleixo moral.

Crianças e adolescentes adoram as novelas da Globo, tanto quanto os adultos; e duvido que os pais consigam tirá-las da frente da televisão, quando oportuno. O que até seria uma maldade impedi-las desse agradável entretenimento. Daí porque é imprescindível que tanto as emissoras de tevê quanto os autores de novela lembrem-se do público jovem que os assistem, ao apresentar uma novela, que até pode ser grande auxiliar na educação e no conhecimento.

A mais desagradável foi a cena violenta e imoral interpretada pela Clara (Mariana Ximenes) contra o asqueroso personagem Saulo (Werner Schunemman).E a falha mais grave do roteiro foi no desfecho, quando o inocente vai para a cadeia, graças a esperteza da verdadeira assassina; que, apesar de todas as suas maldades tem um final feliz.

Seja na vida real ou na arte é inadmissível o mal vencer o bem.

 

 
  

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