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Bem inteligente a trama da novela
Passione, de Silvio de Abreu, que logo despertou o interesse
dos telespectadores pelo desenrolar intrigante e fluente; sem nunca
pecar pela monotonia. Excelente escolha do elenco de atores; já
consagrados, na maioria.

A maior estrela da novela foi Mayana
Moura que interpretou Melina, a personagem mais coerente da novela,
apesar dos erros que cometeu por amor. Alguns telespectadores reclamam
que ela não merecia terminar com o confuso e atrapalhado Mauro (Rodrigo
Lombardi). Eu já acho que ela merecia alguém mais determinado!
A “Pituquinha” (Irene Ravache) e o
“Mimoso” (Francisco Cuoco) formaram o casal mais adorável da novela.
Reynaldo Gianecchini (Fred)
aprimorou-se como ator e Simone Gutierres (Lurdinha) revelou-se como uma
excelente atriz, bailarina espetacular e comediante rara.
As únicas falhas que eu observei foi
quanto ao roteiro. Certos diálogos foram muito pesados e grosseiros,
como por exemplo entre a personagem Clara (Mariana Ximenes) e a avó
Valentina (Dayse Lúcide).
Os temas fortes e cenas de sexo,
apresentados, foram exagerados, rudes e chocantes. Os alertas são
válidos, sem dúvida, inclusive para os Totós da vida. Só que o
autor poderia ter sido mais hábil e discreto ao focar situações graves,
decorrentes da miséria e do desleixo moral.
Crianças e adolescentes adoram as
novelas da Globo, tanto quanto os adultos; e duvido que os pais consigam
tirá-las da frente da televisão, quando oportuno. O que até seria uma
maldade impedi-las desse agradável entretenimento. Daí porque é
imprescindível que tanto as emissoras de tevê quanto os autores de
novela lembrem-se do público jovem que os assistem, ao apresentar uma
novela, que até pode ser grande auxiliar na educação e no conhecimento.
A mais desagradável foi a cena violenta
e imoral interpretada pela Clara (Mariana Ximenes) contra o asqueroso
personagem Saulo (Werner Schunemman).E a falha mais grave do roteiro foi
no desfecho, quando o inocente vai para a cadeia, graças a esperteza da
verdadeira assassina; que, apesar de todas as suas maldades tem um final
feliz.
Seja na vida real ou na arte é inadmissível o mal
vencer o bem.
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