Educação,
Ética e outros valores nobres para construção de uma sociedade são eternos.
Tudo que avança para oferecer melhor qualidade de vida ao homem, como a
ciência e a tecnologia, é um bem. Mas tudo que empobrece o espírito e
prejudica a saúde do corpo é um mal!
Melhorar a nossa Educação não cabe somente
ao poder público; esta responsabilidade também é nossa! Todos os dias
podemos nos educar um pouco mais, refletindo sobre os nossos atos e
observando bons exemplos de pessoas mais inteligentes, mais cultas e mais
bem-educadas. A televisão, por exemplo, tem mostrado vários especialistas
que têm algo positivo a ensinar; mas, às vezes, o telespectador não se
interessa e muda o canal para assistir justamente algo que o deseduca.
Recentemente, eu assisti na TV CULTURA
sobre a rotina diária de escolas chinesas para crianças, em torno de quatro
e seis anos de idade; e achei bastante interessante o processo inicial para
educá-las. As crianças vão para a Escola e lá permanecem distante dos pais,
durante um mês. A princípio, algumas estranham e choram; mas depois começam
a gostar. Lá, elas aprendem a conviver com outras crianças da mesma idade.
Juntas, aprendem a escovar os dentes, a tomar banho, a arrumar suas camas
sozinhas; a comer alimentos saudáveis e a ter disciplina. A orientação é
recebida num ambiente tranquilo e alegre. Passados os trinta dias, elas
voltam para casa sob a promessa de pôr em prática tudo que aprenderam, sem a
ajuda dos pais. São recebidas com festa pela família e todas têm prazer em
mostrar, muito orgulhosas, do que são capazes!
Muitos pais, por excesso de zelo não deixam
os filhos fazerem nada dentro de casa; e, assim, eles aprendem a ser
ociosos, inseguros, irresponsáveis e a fazer tudo pelo lado mais fácil.
Quando os pais resolvem exigir deles que cumpram com seus deveres, pode ser
tarde!
Os noticiários veiculados pela televisão
mostram que a Educação, em geral, vai mal. Denunciam o uso de drogas dentro
de uma faculdade particular. Menores infratores frequentam as mesmas escolas
públicas que os meninos de boa formação. Estes lhes passam todos os maus
exemplos aos quais ainda estão enraizados. Mestres e alunos sofrem ameaças e
agressões e os professores não têm o apoio necessário para manter a
autoridade.
Ao mencionar esse problema numa reunião de
interesse social, responderam-me que “separar o joio do trigo” (forma pela
qual me expressei) seria um tipo de preconceito. Entendo que preconceito é
desrespeitar as diferenças naturais do ser humano: de cor, de raça, de opção
sexual; de religião ou condição social. Entretanto oferecer as mesmas
regalias tanto para quem está certo como para quem está errado isso é
impunidade. Os menores infratores têm todo direito e devem estudar, mas em
outro local onde, primeiramente, possa ser recuperado para, depois, conviver
em sociedade.
Seria justo, num hospital, misturar
pacientes com doenças contagiosas com os demais doentes? Todos merecem ser
tratados; porém separadamente, ou se criará uma situação bem mais grave.
O psiquiatra Içami Tiba, em seu
livro QUEM AMA, EDUCA, que foi lançado pela Editora
Gente, enfatiza sobre a necessidade de maior participação paterna na
educação dos filhos. Reconhece que não existe um manual de Educação para
milhares de seres humanos que nascem uns diferentes dos outros; contudo, é
imprescindível aplicar algumas regras básicas para proporcionar uma boa
educação aos filhos, a fim de que a criança de hoje possa ser o respeitável
cidadão de amanhã.
Segundo o especialista, no mundo moderno,
as crianças são criadas como bichinhos de estimação, cujos menores desejos
são satisfeitos e nada lhes é negado. E o resultado de tanta “paparicação”
aí está! “A Educação deve incluir disciplina, gratidão, religiosidade,
noções de cidadania e ética. É um projeto e, como todo projeto, tem suas
estratégias de ação. E para realizar essa ação é só querer!”
Sob o ponto de vista religioso, vale
lembrar uma frase que diz: “A inteligência é rica de méritos para o futuro;
mas com a condição de ser bem empregada.”
NAIR LÚCIA DE BRITTO
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