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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 13 de julho de 2009 21:50:32                                               

 
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CRÔNICAS

Transsexualismo e adoção de crianças

Nair Lúcia de Britto

publicado em 24/02/2008

 

 

Segundo o que um canal de tevê informou, um bebê abandonado pela mãe, desnutrido e com problemas de saúde foi acolhido por um transsexual.

Ela o acolheu com todo amor, providenciou assistência médica e para que recebesse alimentação adequada.

Foram dois meses de convivência que proporcionou uma relação de afeto entre o bebê e a mãe. Eu digo mãe porque é isso que eu considero ser mãe, e não mulheres que abandonam seus filhos inocentes e indefesos no lixo, no rio, na estrada; ou, então, os espancam por qualquer motivo.

A rotina mudou na casa da transsexual durante esses dois meses. A criança passou de uma situação de sofrimento e abandono para outra, de um agradável conforto proporcionado por um colo maternal generoso. A transexual, por sua vez, sentia-se gratificada pela oportunidade de, de repente, realizar seu sonho de ser mãe.

Entretanto o sonho se transformou numa dura realidade quando a Justiça retirou o bebê dos braços, repito, da mãe. Alega a Justiça que o objetivo foi proteger a criança de uma situação anormal que, no futuro, só lhe traria constrangimento perante uma sociedade preconceituosa.

Sob o meu ponto de vista, todo preconceito é cruel, desumano e injusto para com o nosso próximo e, sendo assim, não deve ser alimentado; porém combatido. A ciência já comprovou que o homossexualismo e o transsexualismo não é um desvio de caráter e, sim, uma determinação biológica.

Isto é, completamente alheio à vontade da pessoa.

Os indícios começam na infância, quando a criança se interessa mais por brinquedos de menina do que de menino. Depois, na adolescência quando, independentemente de sua vontade, o adolescente passa a se interessar por outros do mesmo sexo e não pelo sexo oposto.

O próprio adolescente se assusta, não entende a própria natureza e a sociedade em vez de compreendê-lo, apoiá-lo, o agride. A agressão, até mesmo física, começa na Escola causando traumas e sofrimento.

Seguem-se problemas de relacionamento no trabalho, dificuldades de arranjar emprego e, às vezes, até os pais voltam-lhe as costas. Muitos não suportam tanta rejeição e se suicidam. Outros revoltam-se, com toda razão, ou se entregam à prostituição.

Felizmente são casos isolados, uma vez que a maioria é forte o suficiente para enfrentar o preconceito tornam-se pessoas magníficas em diversas profissões.

Nem a Justiça nem a Igreja deve alimentar esse preconceito. À luz da razão, ambas não deveriam passar por cima dos estudos e do que comprova a Psicologia e a Medicina que, arduamente, trabalham para uma melhor qualidade de vida do ser humano.

Ser justo e ser cristão é respeitar o próximo, é respeitar as diferenças. Porque todas as diferenças que existem entre os homens, antes de ser determinadas pelas leis biológicas, foram determinadas por Deus.

Todos devem ter direitos iguais, inclusive o direito de adotar uma criança.

O que a Justiça deveria fazer é facilitar o processo de adoção, apressar a felicidade daqueles que se propõem a ser pais e mães e das crianças inocentes que precisam de um lar!

 

Nair Lúcia de Britto

Poeta, Jornalista e Comentarista de Cinema

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
Eu, Nair Lúcia de Britto, nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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