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Falar sobre amor é algo
verdadeiramente belo. O homem provavelmente já escreveu milhares
de poesias, letras de música, livros e declarações a respeito
deste sentimento. Considerado nobre por alguns, piegas por
outros, às vezes exagerado, em certas ocasiões ingênuo. Quase
infinitas são as palavras que tentam discorrer sobre este tema.
No contexto social do início do século XXI, o mundo é marcado
pelo egoísmo, individualismo exacerbado e crescente violência,
dentre outros fatores negativos. Qualquer voz contrária ganha
espaço facilmente. Até as polêmicas sem argumentações concretas
ganham destaque nas conversas entre muitas pessoas.
Falar sobre sentimentos em um planeta marcado pelo materialismo
traz, no mínimo, audiência aos emissores desta temática.
Teorizar sobre este assunto é fácil. Mestres, doutores, cidadãos
com os mais variados graus de instrução formal, pessoas de todas
as classes sociais e com as mais diversas crenças: os indivíduos
mais diferentes entre si já leram algo escrito sobre o amor.
Entretanto, ler e escrever é fácil. Difícil é praticar o
significado deste simples vocábulo, que no idioma português
possui apenas quatro letras. Alguns já cometeram até mesmo
assassinato em nome de um suposto sentimento amoroso.
Ao ler o Antigo Testamento da Bíblia, encontramos um
interessante livro intitulado Rute. Esta passagem das Escrituras
Sagradas é uma ótima sugestão de leitura para quem quer saber se
é realmente possível praticar o amor. Este precioso texto
bíblico traz belíssimos exemplos de serviço amoroso ao próximo.
Em uma época em que a Lei moral e religiosa vigente poderia
endurecer os corações devido a rigidez, alguns dos personagens
dão exemplos vivos sobre como agir em favor do próximo.
A história do oitavo livro da Bíblia é fascinante. O fraternal
sentimento de Rute por sua sogra, Noemi, é digno de exemplo a
ser seguido por toda a humanidade. É triste constatar que, mais
de dois mil anos após os fatos ocorridos nessas passagens
bíblicas, este exemplo continua ignorado no dia-a-dia de muitos
homens e mulheres. Leia e confira!
Autor: Leonardo Silva Horta – e-mail: leohorta@terra.com.br |