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O tempo e o espaço são dimensões do próprio
viver, das experiências do perceber e do sentir, e a agilidade, o
imediatismo da atualidade, nos faz questionar qual é o lugar que em nos
encontramos e se a nossa presença existe de fato, ou se é mais uma ilusão
frente às nossas reais necessidades.
Quantas vezes estamos presentes-ausentes em
nossas tarefas, com pessoas, em lugares variados?
Nosso corpo pode até estar lá, mas onde anda a
nossa mente?
A corporeidade, embora seja um possível lugar
de manifestação psicofisiológica, não abarca toda a dimensão da
hereditariedade espiritual: somos filhos do sagrado, em meio a condições
profanas da existência.
Para transcender o momento em que nos
encontramos, é preciso, primeiro, reconhecer o próprio lugar e o tempo em
que se insere cada singularidade. Isso inclui a todos nós.
Venha! Vamos caminhar agora por uma estrada.
Em meio a esta ponte rústica, olhemos para
trás.
O que você vê?
Eu vejo luzes e manifestações variadas de
vida, de mundanidade.
Olhemos para frente, ainda em meio à ponte.
O que você vê?
Eu vejo uma estradinha, onde tem flores e
ramagem seca.
Lá na frente tem um mundo a ser descoberto.
Com certeza, terá luzes e outras
manifestações, mas pode ser uma percepção diferente, se eu estiver presente
de verdade.
O segredo não é fugir de onde você está nem
temer as ofertas que lhe serão expressas, mas conhecer a si mesmo a ponto de
saber escolher, para crescer e transcender.
Permita-se visitar o seu porão interior.
Revisite a sua história de vida. Muitos buscam fora aquilo que está, em
segredo, guardado em si.
Todos os tesouros, como dizem as lendas, estão
escondidos, à espera de um(a) grande desbravador(a), que possa descobri-los.
Para isso, é preciso um mapa (razão), uma
bússola (coração), estar atento aos sinais da vida (intuição) e grande
disposição para realizar a missão (força de vontade).
Trabalho, tenho certeza que vai dar, mas quem
disse que seria fácil?
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