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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 09 de julho de 2008 21:12:57                                               

 
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CULTURA - Acontece

"VINGANÇA", UM DOS FINALISTAS NO 36. FESTIVAL DE GRAMADO

O filme "Vingança" está concorrendo com outras cinco produções brasileiras na categoria de melhor longa-metragem nacional no 36. Festival de Gramado que acontece de 10 a 16 de agosto de 2008.

A história tem início com o drama vivido por uma jovem numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. Segredos e verdades vêm à tona e uma tragédia parece inevitável.

No elenco Eron Cordeiro, Bárbara Borges, Márcio Kieling, Guta Stresser e Jose de Abreu.

NAIR LÚCIA DE BRITTO
 

O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO
 
 
O filme do saudoso cineasta Glauber Rocha  será exibido primeiramente no Cine Ceará na noite de encerramento do 18. Cine Ceará - Festival Íbero-Americano de Cinema, no dia 17 de abril, no Centro Cultural do SESC Luiz Severino Ribeiro, em Fortaleza.
 
Sua estréia em 1969 rendeu vários prêmios ao cineasta, inclusive o de melhor diretor e o da FIPRESCI, no Festival de Cannes.
 
Os negativos da obra foram destruídos num incêndio em Paris, em 1973. O restauro digital da imagem foi feito a partir de uma cópia, com versão sonora francesa, na Inglaterra. Daí o fato de algumas canções, que não foram dubladas, possuírem legendas em francês.
 
No Brasil, a reconstrução da versão sonora realizou-se na Cinemateca Brasileira e no Estúdio JLS, sob curadoria de José Luiz Sasso.
 
Pelo valor documental, foi presevado o texto introdutório do filme existente na versão francesa, que serviu de base para a restauração.  
 
O tema é uma história simples, de um cangaceiro jurado de morte; entretanto, contada de forma alegórica e já dentro dos parâmetros do "cinema novo". Glauber Rocha mistura a literatura de cordel e ópera, dando prioridade à música e os ritos folclóricos do Nordeste.

Nair Lúcia de Britto.                                                                
 
 

Travessia pelo Pacífico virou Documentário 
 
A travessia pelo oceano Pacífico realizada pelos velejadores Beto Pandiani e Igor Bely, que partiram de Ilhabela, num catamarã sem cabine, deu origem a um belo documentário, produzido pelo Studio 2 Films.
A dupla de velejadores percorreu 3.800 milhas náticas entre o Brasil e a Polinésia, com escalas no Chile, Atol de Mururoa, Ilha de Páscoa e Polinésia Francesa, constituindo-se a primeira fase da aventura. 
Existem planos para uma segunda fase, quando eles seguirão da Polinésia até o norte da Austrália.  
 O documentário que tem imagens inéditas do Brasil será vendido em breve , nas lojas da Fnac.  
                                            Nair Lúcia de Britto.
 

"BALADA DE UM PALHAÇO" (Plínio Marcos)
 
Trata-se de um conflito interior do palhaço Bobo Plin, em busca de um novo sentido para sua vida, dentro da sua profissão.
Na tentativa de sair das técnicas tradicionais para fazer rir, entra em debate com o dono do circo.
Durante a apresentação a peça promete lirismo e humor.
 
Gênero: Drama
Texto: Plínio Marcos
Direção: Gustavo Trestini
Atores: Cibele Bissoli e Bruno Feldeman
 
Teatro Arthur de Azevedo
Endereço: Av. Paes de Barros, 955 - Mooca - São Paulo/SP - Fone (11) 6605-8007
Ingresso: R$15,00
Às sextas-feiras e aos sábado; às 19h00.
(Até o dia 15 de outubro)

Por Nair Lucia, em
publicado em 19/03/2008
 

 FACES DO REALISMO

 

Espaço Cultural Citi da Avenida Paulista abre mostra dos artistas

Fernando Pacheco, Cirton Genaro, Sérgio Lucena e César Romero

 

A partir de 10 de março

 

  

  

   

O Espaço Cultural Citi da Avenida Paulista, com curadoria do crítico Jacob Klintowitz, apresenta os trabalhos de quatro artistas de individualidades marcantes"., reunidos através do palco comum do realismo: o paulista Cirton Genaro, o paraibano Sérgio Lucena, o mineiro Fernando Pacheco e o baiano César Romero.

 

O Espaço Cultural Citi renova a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo, no espaço que, atravessando o prédio do Citi, liga a Avenida Paulista à Alameda Santos, um dos principais ícones de São Paulo, e é visitado mensalmente por cerca de 50 mil pessoas.

 

Desde 2005, passaram por ali nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Cláudio Tozzi, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Ivald Granato e a ceramista Shoko Suzuki, entre outros.

 

O experiente Klintowitz comenta: “Esta exposição reuniu quatro artistas de inegável talento, mas poderiam ser cinqüenta artistas, para mostrar a diversidade de pontos de vista e a abrangência do tema. Estamos convencidos que uma infinita exposição antológica do nosso período mostraria a individualidade de cada um, mas apresentaria, ao final, um retrato de época, auto-retrato do século XXI.”

 

O Espaço Cultural Citi (Av. Paulista, 1111, térreo, fone 11 4009 3000) fica aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas. Acesso a portadores de deficiência física pela Alameda Santos, 1146. A entrada é gratuita. A mostra Faces do Realismo abre em 10 de março, permanecendo até 2 de maio de 2008.

 

 

 

 

O tema e os artistas, por Jacob Klintowitz

 

Os dois assuntos mais importantes dos últimos 150 anos da arte e da cultura são os conceitos do que sejam o real e a identidade do ser humano. A ciência alterou substancialmente a idéia de real com a introdução de novos conceitos da matéria, de nova percepção do tempo-espaço, da estrutura do universo, do inconsciente individual e do inconsciente coletivo. E a arte antecipou esta tendência criando mundos fluídicos, geométricos, abstratos, emocionais, espirituais, nos quais tudo parece levar para uma nova concepção de homem e de realidade.

 

A arte e os artistas vivem o sonho tornado concreto da absoluta liberdade de expressão. É uma viagem de peregrinação em direção ao encontro de si mesmo, de sua identidade de artista e ser humano, e de percepção do universo na sua existência material e espiritual, onda e corpúsculo. Uma viagem mística ? O que é certo é que se trata de um percurso em busca do entendimento do real, como um todo, e não compartimentado. E é isto que se observa nas obras dos artistas de nossa época, este desejo de tudo ser e de tudo entender.

 

A pintura de Sérgio Lucena é a revelação de um continente individual. Mas não de um continente contingente, mas um continente transcendente. Entretanto, este continente submerso que emerge, profundamente individual, é humano e, por nuclear, semelhante ao humano. É onde nos encontramos, o contemplador e a pintura, neste núcleo essencial. Ao pesquisar e revelar o continente oculto, este mítico continente que nunca submergiu pois sempre esteve ali, o artista registra o universo humano, o que é comum a todos. O contemplador amplia os limites deste universo.”

 

Cirton Genaro sonha com a fraternidade... Os personagens da pintura de Cirton são fragmentos de um mural que o artista ainda  fará: meninos de olhar perplexo, camponeses devotos, suburbanos solitários, mulheres douradas pelo outono, mendigos delirantes, pintores absortos, santos humanizados. Cirton, do ponto de vista da ação,  é um humanista que optou pela construção pictórica e não cedeu ao convencional, a ilustração do objeto e a produção de imagens. Nada de banalidades.”

 

É preciso notar que, em tudo, na obra e na vida de Fernando Pacheco, não se encontram senão o calor, a alta pressão, a incandescência. Não há frieza, apenas as cinzas que sucedem ao fogo. Fernando Pacheco habita o presente e ele se faz e se refaz  na ação diária. O seu ato artístico constrói o tempo, e ele é sempre este, o que se passa agora. É possível que as memórias afloradas, partes de qualquer coisa que emergem e se incorporam nas pinturas e nos objetos, dêem a falta sensação de que o artista age a partir do passado. É um engano. Isto que podemos chamar mecanicamente, por força do hábito, de passado, é elemento constitutivo do agora de Fernando Pacheco.”

 

Neste sentido, o do padrão modular que se repete e é multiplicado até o infinito, o ritmo torna-se incessante e permanente. O processo de criação de César Romero é semelhante ao da criação popular que, no seu sistema de produção, repete as formas e as multiplica. Incessante e permanente. Mais do que aqueles que, de maneira direta e intencional, pretendem identificar o seu trabalho com as fontes” 

 
 
  

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Nair Lúcia de Brito é Poeta, Jornalista e Comentarista de cinema
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