spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: domingo, 09 de outubro de 2011 20:33:27                                               
Ambientais Agenda Colunistas Reportagens Terceiro Setor blog Normas Crônicas Poesias e Contos Turismo Terceira Idade Educação
 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
CULTURA  CINEMA

Amor por contrato

Nair Lúcia de Britto

publicado em 09/10/2011

(The Joneses - EUA - 2010)

À primeira vista o filme aparenta ser uma comédia romântica como tantas outras que agradam e fazem sorrir. Mas o inteligente roteiro de Derrick Borte (roteirista e diretor) e Randy Dinzeler surpreende à medida que a história se desenrola com a proposta de uma séria reflexão.

Steve Jones (David Duchovny) e sua esposa Kate (Demi Moore) formam um casal feliz, junto aos seus lindos filhos. Juntos, eles passam a imagem de uma família maravilhosa. Chegam de carro alegres e animados, de mudança para o novo bairro, onde vão morar numa bela casa, moderna e confortável.

Imediatamente os recém-chegados chamam a atenção dos vizinhos que os invejam pela bela aparência e conforto em que vivem. Acontece porém que tudo não passa de uma grande farsa. Não existe nenhum vínculo familiar entre eles que, na verdade, são funcionários de uma empresa chamada Lifelmage; que seleciona pessoal para compor famílias aparentemente perfeitas como estratégia de marketing, para vender produtos de luxo.

Cada um de seus componentes tem a função de incentivar a vizinhança a comprar esses produtos, utilizados por eles. Por isso mostram-se sempre simpáticos e agradáveis aos novos amigos, que na verdade são os pretensos clientes, induzindo-os às compras, conforme seus planos.

As novas relações de “amizade” fluem bem, assim como as vendas. Mas, numa primeira visita, a supervisora da empresa constata que Steve (que faz o papel de pai) não se saiu tão bem quanto a sua falsa esposa. Além do risco de perder o emprego Steve sente-se inferiorizado como homem. Faz tudo para correr atrás do prejuízo, até que consegue surpreendentes avanços e os aplausos da supervisora, que o recompensa com um belíssimo carro.

O sucesso deixa-o gratificado; até que se dá conta do mal que causara a pessoas ingênuas que acreditaram na sua conversa de vendedor. Imediatamente, ele desmonta toda a farsa, abandona a empresa e muda radicalmente de vida.

O filme dá o que pensar, assim como o recente programa de televisão Globo Repórter,que mostrou a situação atual dos endividados.

Um rapaz trabalha de manhã, de tarde e de noite para pagar suas dívidas, mas não consegue porque, por mais que pague, está sempre devendo. É como um balde sem fundo que ele tenta encher de água, e claro que continua vazio.

Uma senhora aposentada vê seu benefício evaporar-se em meio a tantos descontos

provenientes do empréstimo que fez; o que compromete duramente sua qualidade de vida.

“As armadilhas são muitas”, lamenta outro entrevistado. E quem perde é quem não se previne.

Mesmo sem entender nada de Economia é visível que, em primeiro lugar, é necessário comprar com planejamento, moderação e reflexão. Depois, uma reforma radical no sistema financeiro; de forma que todos possam sair ganhando: quem compra e quem vende, ou empresta.

 

 

spacer
::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco

::outros textos da autora::
Em algum lugar do passado
Nair Lúcia de Britto
publicado em 06/06/2008
Alguém que me ame de verdade
Nair Lúcia de Britto
publicado em 02/02/2009

Eles continuam entre nós”
Nair Lúcia de Britto
publicado em 27/12/2008
 

 
 
 
::apoiadores::




© copyright Revista P@rtes 2000-2011
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer