spacer

 

ISSN 1678-8419         última atualização em: terça-feira, 02 de setembro de 2008 16:38:34                                               

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Cultura
 Crônicas
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Humor
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Contos
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Memória Sindical
 Assédio Moral
 Vitrine do Giba
 Nosso Dáimon
 O Grito do Ipiranga
 Mirim
 Feiras e Mercados
 Em RHede
 Econotas
 Ambientais
 Agenda
.
 
 
 
 
 
 
 
CULTURA  CINEMA

A Pele (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus)

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 01/09/2008

EUA – 2006

Conforme foi registrado no início do filme, “A Pele” é um tributo e não uma biografia de Diane Arbus (1923-1971), a brilhante fotógrafa americana, considerada um dos nomes mais relevantes dos Estados Unidos na arte da fotografia documental.

Reconhecida internacionalmente como uma das melhores profissionais do século XX, foi uma das primeiras fotógrafas a usar o flash simultaneamente com a luz do dia. Dessa forma, evitava que os rostos fotografados obscurecessem nos ambientes excessivamente claros. Pelo contrário, conseguia iluminá-los com uma luz clara, direta e sem artifícios.

Tomou gosto pela fotografia por influência do seu marido Allan Arbus, fotógrafo de moda, do qual era apenas assistente. Trabalharam juntos na área do propaganda por vários anos; mas com o passar do tempo sua necessidade de independência tornou-se imperiosa e inevitável. Em 1959 deixou o marido e passou a estudar fotografia na Escola de Nova Iorque, sob orientação de Alexey Brodovitch e do discípulo dele: Richard Avedon.

O universo “fashion”, com o qual convivera até então, não satisfazia sua aspiração artística. A busca pela realização pessoal impulsionou-a a procurar, munida com sua Rolleiflex, horizontes novos. Ficou fascinada pelos modelos extravagantes que encontrou: tipos exóticos, bizarros e até mesmo por aqueles que causavam um impacto assustador ao primeiro olhar.

Embora esses modelos fossem o oposto do que comumente seria a beleza convencional, ela os fotografava com paixão; documentava a existência deles como se quisesse reafirmá-los como seres humanos, parte integrante do nosso mundo e transformava habilmente suas estranhas figuras em obras de arte!

Seu trabalho foi exposto em 1967 num museu de Nova Iorque (Colectiva New Documents Museum of Modern Art). Nos seus retratos observava-se a empatia existente entre a fotógrafa e seus modelos. A respeito deles Diane dizia:

“A maior parte das pessoas passa a vida temendo experiências traumáticas, enquanto estas já nasceram com seu trauma e já passaram pelo seu teste na vida – são aristocratas.”

“Para mim, o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante do que a fotografia. E mais complicado...”

O filme “A Pele” teve como base a biografia de Diane Arbus, lançada em l984, pela especialista Patricia Bosworth. Contudo foi a personalidade extravagante, marcante e perturbadora da fotógrafa que inspirou o diretor Steven Shaimberg e o roteirista Erin Cressida Wilson a imaginarem uma curiosa fábula.

A maravilhosa e inigualável atriz australiana, Nicole Kidman (protagonista de “Os Outros”) interpreta Diane Arbus. O misterioso e fictício personagem Lionel Sweeney é interpretado por Robert Downey Jr); enquanto que o marido da fotógrafa, Allan Arbus, é protagonizado brilhantemente por Ty Burnell.

O excelente trabalho dos atores enriqueceu a trama que oscila entre o real e o imaginário. No triângulo amoroso que se forma os sentimentos transbordam, sutilmente entrelaçados a um clima de erotismo, com uma discreta dose de suspense.

Para comentar “A Pele”, pareceu-me imprescindível rememorar Diane Arbus, cuja obra, revolucionou a fotografia moderna e foi consagrada na Bienal de Veneza, em 1972.

Acredito que, somente conhecendo seu trabalho e ao menos um pouco de sua poderosa, intrigante e exuberante personalidade é possível entender a delicadeza desse filme que, sem dúvida, é também uma obra de arte.

NAIR LÚCIA DE BRITTO
COMENTARISTA DE CINEMA

Informações Técnicas
Título no Brasil: A Pele
Título Original: Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Estréia no Brasil: 09/03/2007
Site Oficial: http://www.furmovie.com
Estúdio/Distrib.: Playarte Home Video
Direção: Steven Shainberg
Elenco
Nicole Kidman ... Diane Arbus
Robert Downey Jr. ... Lionel Sweeney
Ty Burrell ... Allan Arbus
Harris Yulin ... David Nemerov
Jane Alexander ... Gertrude Nemerov
Emmy Clarke ... Grace Arbus
Genevieve McCarthy ... Sophie Arbus
Boris McGiver ... Jack Henry
Marceline Hugot ... Tippa Henry
Mary Duffy ... Althea
Emily Bergl ... Allan's New Assistant
Lynne Marie Stetson ... Fiona (Naked Girl)
Gwendolyn Bucci ... Dominatrix
Christina Rouner ... Lois
Matt Servitto ... Handsome Client

  

spacer
::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

::contato com o autor::

Fale com o autor clicando aqui.

 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.

 
   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco

::outros textos da autora::
Em algum lugar do passado
Nair Lúcia de Britto
publicado em 06/06/2008


O Signo da Cidade
Nair Lúcia de Britto

publicado em 04/04/2008

Eu me chamo Elizabeth (Je M' Appelle Elisabeth) - FRANÇA – 2006
Nair Lúcia de Britto

publicado em 23/01/2008

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
Por Nair Lúcia de Britto
publicado em 20/06/2007

 Machuca - Chile/Espanha - 2004
Nair Lúcia de Britto

publicado em 13/09/2007

O Invasor
Nair Lúcia de Britto

publicado em 22/09/2007

::apoiadores::




© copyright Revista P@rtes 2000-2008
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer