Finalmente
colocaram o belo astro, Brad Pitt, onde ele sempre mereceu estar: dentro
de uma grande obra-prima. Aqui, as emoções transbordam e os mais puros
sentimentos boiam suavemente, como flores agrestes num rio de águas
indomáveis, de imprevisível destino.
Vocês
já imaginaram um gigantesco relógio de enormes números, romanos , cujos
teimosos ponteiros andam em sentido contrário?
A
história desse filme é tão intrigante quanto esse estranho relógio!
David
Fincher inspirou-se no conto de F. Scott Fitzgerald para criá-la; e,
nela, ele conta a vida desse incrível personagem: Benjamim Button (Brad
Pitt), que se apaixona perdidamente por uma mulher vivida magnificamente
pela atriz Cate Blanchett, maravilhosa!
Talvez
alguns caracterizem esse filme como “triste”, ou “dramático”; mas não é
bem assim.
Existem passagens realmente tristes mas que fazem parte da nossa vida...
mas também tem passagens maravilhosas de intensa alegria e fortes
emoções...
Não é assim é a
vida?...

Quem é
que não ficou triste com a perda de alguém?
Quem é
que não aprendeu uma boa lição dessa mestra de todos nós: a “vida”?
Quem
não se apaixonou? Quem não chorou? Quem não riu muito, algum dia?
Quem
não teve de um dia partir, sem se despedir?

A
história de Benjamim Button é uma história de ficção, sim; mas antes de
mais nada é uma mensagem de solidariedade e de amor, que são sentimentos
reais.
Conscientiza de que o verdadeiro amor não tem idade, não tem tempo, não
tem distância que separe...
Esse
amor, sim, existirá independentemente da ordem dos acontecimentos, da
aparência das pessoas... de todas as transformações impostas pela
própria vida.
Seja
lá como for, aonde for, aconteça o que acontecer... esse amor
permanecerá inalterável... indestrutível e imaculado, para sempre!
NAIR LÚCIA DE BRITTO -
Comentarista de Cinema.
E.T.: Esse filme
arrecadou 13 indicações para o Oscar.