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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 18 de março de 2009 19:54:41                                               

 
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CULTURA  CINEMA

O Curisoso Caso de Benjamim Button

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 11/02/2009

((The curious case of Benjamin Button))


Finalmente colocaram o belo astro, Brad Pitt, onde ele sempre mereceu estar: dentro de uma grande obra-prima. Aqui, as emoções transbordam e os mais puros sentimentos boiam suavemente, como flores agrestes num rio de águas indomáveis, de imprevisível destino.


Vocês já imaginaram um gigantesco relógio de enormes números, romanos , cujos teimosos ponteiros andam em sentido contrário?

A história desse filme é tão intrigante quanto esse estranho relógio!

David Fincher inspirou-se no conto de F. Scott Fitzgerald para criá-la; e, nela, ele conta a vida desse incrível personagem: Benjamim Button (Brad Pitt), que se apaixona perdidamente por uma mulher vivida magnificamente pela atriz Cate Blanchett, maravilhosa!

Talvez alguns caracterizem esse filme como “triste”, ou “dramático”; mas não é bem assim.

Existem passagens realmente tristes mas que fazem parte da nossa vida... mas também tem passagens maravilhosas de intensa alegria e fortes emoções...

 

Não é assim é a vida?...


Quem é que não ficou triste com a perda de alguém?

Quem é que não aprendeu uma boa lição dessa mestra de todos nós: a “vida”?

Quem não se apaixonou? Quem não chorou? Quem não riu muito, algum dia?

Quem não teve de um dia partir, sem se despedir?


A história de Benjamim Button é uma história de ficção, sim; mas antes de mais nada é uma mensagem de solidariedade e de amor, que são sentimentos reais.

Conscientiza de que o verdadeiro amor não tem idade, não tem tempo, não tem distância que separe...

Esse amor, sim, existirá independentemente da ordem dos acontecimentos, da aparência das pessoas... de todas as transformações impostas pela própria vida.

Seja lá como for, aonde for, aconteça o que acontecer... esse amor permanecerá inalterável... indestrutível e imaculado, para sempre!


NAIR LÚCIA DE BRITTO - Comentarista de Cinema.

 

E.T.: Esse filme arrecadou 13 indicações para o Oscar.

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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