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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 20 de julho de 2009 19:07:09                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Budapeste (Budapest)

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 20/07/2009

(Hungria/Brasil/Portugal-2009)


Belas paisagens, cenários ricos, músicas lindíssimas são detalhes fulminantes para fazer dessa obra um primoroso filme.

 

O famoso livro “Budapeste”, do consagrado músico e escritor Francisco Buarque de Holanda, foi a fonte de inspiração para a realização do filme (que tem o mesmo do livro) dirigido por Walter Carvalho.  

 

A história mostra o drama íntimo de José Costa (Leonardo Medeiros), que é um “ghost-writer”. Quer dizer, um escritor que escreve livros para terceiros; os quais, respectivamente, assumem a falsa autoria dessas mesmas obras, enquanto que o verdadeiro autor se omite.
 

 

Cada vez que testemunhava o sucesso do seu livro, e via outra pessoa colhendo as glórias do seu trabalho, o escritor sentia-se terrivelmente frustrado. Não só frustrado, como também de mãos atadas para tomar qualquer atitude a fim de que seu próprio mérito fosse reconhecido. Essa era a saga de um escritor brasileiro que não tinha a sorte de ter seu nome conhecido pela mídia. Seu drama era justamente esse: dar a autoria do seu livro a alguém famoso, como única saída para poder sobreviver do próprio ofício.


 

 

Enquanto o escritor julga-se profissionalmente um fracasso; sua esposa Vanda (Giovanna Antonelli), pelo contrário, está plenamente realizada como uma repórter bastante reconhecida, numa emissora de televisão. O sucesso da esposa parece diminuí-lo ainda mais; pois ela não só se vangloria desse privilégio, como também não perde a oportunidade de desmerecer o marido.


 

 

Certa vez, na volta de um Congresso, Costa vê-se obrigado a fazer uma escala em Budapeste. O acaso vai transformar sua vida. Ali, ele conhece Kriska (Gabriella Hãmori), mulher bonita, alegre e afetuosa, que lhe mostra as curiosidades da sua terra e lhe ensina o rico idioma húngaro. De som bastante agradável de se ouvir, Costa fica encantado com o idioma, com a moça e tudo mais...


 

 

Mas a saudade do Brasil, do batuque gostoso do samba batem no seu coração, e Costa retorna à terra natal. O regresso, porém, traz de volta seus antigos conflitos. Só que, desta vez, o escritor perde totalmente o controle emocional, quando vê a esposa às voltas com outro homem, aplaudindo-o efusivamente em razão de uma obra literária que ela supunha ser dele; mas que, na realidade, era da autoria do marido.

 

 

 

O epílogo desta história é surpreendente! Tanto quanto a figura maravilhosa de Chico Buarque que elegantemente marca presença, no final do filme!

 

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Comentarista de Cinema

 

Gênero: Drama Duração: 113 minutos

Classificação: 16 anos

Origem: Humgria / Brasil / Portugal

Distrubuidora: Imagem Filmes

Direção: Walter Carvalho

Roteiro: Chico Buarque de Hollanda, Rita Buzzar

Produção: Nexus Cinema e Vídeo

Elenco: Leonardo Medeiros ... José Costa
Gabriella Hámori ... Kriszta
Giovanna Antonelli ... Vanda
András Bálint
Andrea Balogh ... Shorthand-writer
Nicolau Breyner ... French Ghost Writer
Ivo Canelas ... Álvaro
Péter Kálloy Molnár
Antonie Kamerling ... Kaspar
Tamás Puskás
Ádám Rajhona
Sandor Istvan Nagy ... Fan at airport
Oliver Simor ... Pub Guest

 

*Vale a oportunidade de reflexão no mundo da Literatura.

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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