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ISSN 1678-8419         última atualização em: domingo, 27 de janeiro de 2008 18:59:44                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Eu me chamo Elizabeth (Je M' Appelle Elisabeth) - FRANÇA – 2006

   

Nair Lúcia de Britto

publicado em 23/01/2008

 

Adoro filmes produzidos na França. Geralmente, são muito inteligentes, interessantes, sensíveis e, absolutamente tranquilos.

Admiro a capacidade inigualável que os franceses têm de transmitir a emoção no jeito de olhar, na expressão do rosto, nos gestos engenhosamente estudados; o idioma elegante, de certa forma, sussurrado; quase que uma carícia aos ouvidos.
 

Particularmente, nesse filme, Elizabeth (Alba Gaia Kraghede Bellugi) é uma encantadora menina de dez anos, que nos anos de 1940, vive no interior da França com seus pais, uma irmã mais velha e uma empregada praticamente muda.

De repente, sua irmã sai de casa para estudar, deixando-a muito solitária e um tanto triste; pois seus pais, em crise conjugal, estão tão envolvidos em seus dilemas emocionais que quase não prestam atenção na menina.

Ela quer lhes contar o segredo que atormenta sua alma pueril. O quanto precisa de ajuda para resolver o problema crucial que faz seu coraçãozinho sofrer e lhe rouba muitas noites de sono.

Mas a mãe abandona o lar e o pai, um médico psiquiatra, mergulha em profundo sofrimento; por isso fica completamente alheio ao drama da menina; quando ela, afinal, lhe conta que quer adotar um cachorro pelo qual se afeiçoara e que está prestes a ser sacrificado por não ter um dono que o assuma.

Por mais que insistisse em adotar o animal, a resposta do pai é sempre negativa.

E sem conseguir se fazer entender, a menina sente-se cada vez mais triste e mais sozinha.

É quando ela conhece um rapaz, adolescente, que fugira justamente do hospital psiquiátrico onde o pai de Elizabeth trabalhava. A garota lhe oferece ajuda, escondendo-o nos fundos de sua casa.

Além do clima de aventura e um certo suspense, o que mais toca, nesse filme, é o desenrolar de uma amizade linda, que nasce, cresce e amadurece, na breve convivência, na sua forma mais angelical e pura!


Informações Técnicas
Título no Brasil: Eu Me Chamo Elisabeth
Título Original: Je m'appelle Elisabeth
País de Origem: França
Gênero: Drama
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Estréia no Brasil: 04/05/2007
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Pandora Filmes
Direção: Jean-Pierre Améris
Elenco
Alba Gaïa Kraghede Bellugi ... Betty/Elisabeth
Stéphane Freiss ... Régis
Maria de Medeiros ... Mado
Yolande Moreau ... Rose
Benjamin Ramon ... Yvon
Lauriane Sire ... Agnès
Olivier Cruveiller ... L'instituteur
Virgil Leclaire ... Quentin
Daniel Znyk ... L'homme du chenil
Jean-Paul Rouvray ... Gendarme 1
Patrick Pierron ... Gendarme 2

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

Eu, Nair Lúcia de Britto

Nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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