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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 21 de novembro de 2007 23:07:49                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Eternamente Pagu

   

Nair Lúcia de Britto

publicado em 21/11/2007

 

 

Foi o primeiro filme dirigido por Norma Benguell, que também participa no roteiro, ao lado de Marcia de Almeida e Geraldo Carneiro.

Carla Camurati recebeu o prêmio de melhor atriz no II Festival de Cinema de Natal (1988), pela interpretação de Patrícia Rehder Galvão, ou simplesmente Pagu, como a jornalista era conhecida nos meios artísticos.

Além de jornalista, Pagu era escritora e poeta. Fez parte do Movimento Modernista Brasileiro e da Semana da Arte Moderna (1922), ao lado do poeta e romancista Oswald de Andrade e da pintora Tarcila do Amaral. Os três amigos compactuam também nas idéias políticas, aliando-se ao partido de esquerda.

Oswald rompe o casamento com Tarcila para se casar com Pagu, com a qual tem um filho. Acontecimento, na vida real, escandaliza a sociedade conservadora.

Ao participar de uma greve dos estivadores em Santos, Pagu é presa. Seria a primeira de uma série de prisões... Mesmo torturada, mantinha-se fiel aos seus ideais.

Depois de um duro período na prisão, Pagu resolve fazer um longa viagem sozinha.

Paris deixa-a fascinada, novas amizades, novas emoções... mas também lá ela é perseguida por questões políticas e, novamente, é presa.

Após cumprir a pena, e finalmente livre, ela é expulsa do partido.

Cinco anos haviam se passado quando ela retorna ao Brasil; mas Oswald a esperava com o filho, apenas para romper o casamento. Pagu entra em depressão, mas logo reage e procura trabalho.

O jornalista Geraldo Ferraz entra na vida de Pagu e sua vida segue novos rumos...

.....................

Rememorar essa importante personalidade brasileira foi uma iniciativa muito bem vinda por parte do cinema nacional. Esse filme merecia até uma nova produção; usando das conquistas alcançadas pelo cinema nacional, seria um sucesso ainda melhor! Seria uma forma de fazer justiça, que não se fez à sua época, a uma jornalista tão talentosa e ao mesmo tempo tão incompreendida e maltrada...

Em 2004 a imprensa noticiou que valioso acervo referente ao seu trabalho foi encontrado no lixo, pela catadora Selma Morgana Sarti, que entregou todo material à Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

Incrivelmente, o fato coincidiu com os preparativos de uma exposição sobre Pagu, em Campinas. Depois disso, desenhos, fotos, poemas inéditos por 75 anos foram expostos numa mostra itinerante, promovida pela Universidade Santa Cecília em conjunto com a Secretaria do Estado da Cultura.

Em 2005, São Paulo comemorou 95 anos do nascimento de Pagu, com uma mostra do seu trabalho e apresentação de uma peça teatral sobre a vida da artista.

Na data do seu aniversário, foi realizada uma festa no Museu da Imagem e do Som, de Santos, cidade onde Pagu veio a residir.

Durante a festa, todos os convidados compareceram com trajes da época, em sua homenagem.

 

Elenco:

Carla Camurati

Antonio Fagundes

Esther Góes

Otávio Augusto

Paulo Villaça

Antonio Pitanga

e outros.

Prêmio “Sol de Ouro” (Cine Festival RJ-1988)

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

Eu, Nair Lúcia de Britto

Nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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