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Foi o primeiro filme dirigido por Norma Benguell,
que também participa no roteiro, ao lado de Marcia de Almeida e Geraldo
Carneiro. Carla Camurati recebeu o prêmio
de melhor atriz no II Festival de Cinema de Natal (1988), pela interpretação de
Patrícia Rehder Galvão, ou simplesmente Pagu, como a jornalista era conhecida
nos meios artísticos.
Além de jornalista, Pagu era escritora e poeta.
Fez parte do Movimento Modernista Brasileiro e da Semana da Arte Moderna (1922),
ao lado do poeta e romancista Oswald de Andrade e da pintora Tarcila do Amaral.
Os três amigos compactuam também nas idéias políticas, aliando-se ao partido de
esquerda.
Oswald rompe o casamento com Tarcila para se
casar com Pagu, com a qual tem um filho. Acontecimento, na vida real,
escandaliza a sociedade conservadora.
Ao participar de uma greve dos estivadores em
Santos, Pagu é presa. Seria a primeira de uma série de prisões... Mesmo
torturada, mantinha-se fiel aos seus ideais.
Depois de um duro período na prisão, Pagu
resolve fazer um longa viagem sozinha.
Paris deixa-a fascinada, novas amizades, novas
emoções... mas também lá ela é perseguida por questões políticas e, novamente, é
presa.
Após cumprir a pena, e finalmente livre, ela é
expulsa do partido.
Cinco anos haviam se passado quando ela retorna
ao Brasil; mas Oswald a esperava com o filho, apenas para romper o casamento.
Pagu entra em depressão, mas logo reage e procura trabalho.
O jornalista Geraldo Ferraz entra na vida de
Pagu e sua vida segue novos rumos...
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Rememorar essa importante personalidade
brasileira foi uma iniciativa muito bem vinda por parte do cinema nacional. Esse
filme merecia até uma nova produção; usando das conquistas alcançadas pelo
cinema nacional, seria um sucesso ainda melhor! Seria uma forma de fazer
justiça, que não se fez à sua época, a uma jornalista tão talentosa e ao mesmo
tempo tão incompreendida e maltrada...
Em 2004 a imprensa noticiou que valioso acervo
referente ao seu trabalho foi encontrado no lixo, pela catadora Selma Morgana
Sarti, que entregou todo material à Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Incrivelmente, o fato coincidiu com os
preparativos de uma exposição sobre Pagu, em Campinas. Depois disso, desenhos,
fotos, poemas inéditos por 75 anos foram expostos numa mostra itinerante,
promovida pela Universidade Santa Cecília em conjunto com a Secretaria do Estado
da Cultura.
Em 2005, São Paulo comemorou 95 anos do
nascimento de Pagu, com uma mostra do seu trabalho e apresentação de uma peça
teatral sobre a vida da artista.
Na data do seu aniversário, foi realizada uma
festa no Museu da Imagem e do Som, de Santos, cidade onde Pagu veio a residir.
Durante a festa, todos os convidados
compareceram com trajes da época, em sua homenagem.
Elenco:
Carla Camurati
Antonio Fagundes
Esther Góes
Otávio Augusto
Paulo Villaça
Antonio Pitanga
e outros.
Prêmio “Sol de Ouro” (Cine Festival RJ-1988) |