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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 02 de abril de 2009 22:30:18                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Um homem bom

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 02/04/2009

(GOOD) Inglaterra/Alemanha – 2008

O roteiro do filme foi baseado numa peça de teatro de CP Taylor e a história se desenrola em fins da década de 30 e início da de 40, em Berlim, na Alemanha; quando o país era governado pelos nazistas e estava em plena ascensão.

John Halder (Viggo Mortensen) é um homem tranquilo e generoso que sabe conduzir com muita calma e paciência todos os problemas de sua família; embora, às vezes, se sinta esgotado. A esposa entrega-se à música para não ter de enfrentar a realidade; a mãe dele está sempre exigindo-lhe a atenção e o chantageia emocionalmente; para completar, os filhos, bem traquinas, estão sempre aprontando... Sem reclamar, ele divide suas angústias com o psicólogo Maurice (Jason Issacs) que é um grande amigo, é como um irmão.

Mas a vida de Halder vai mudar quando um romance que ele escreveu, abordando um tema sobre eutanásia é bem-visto pela cúpula do governo nazista. Quase sem querer, Helder se vê como membro do partido, ao aceitar uma promoção pela obra que, segundo a cúpula, fora feita com inteligência e suavidade.

Mas esse fato, que envaidece o escritor e professor de Literatura, estremece a grande amizade entre ele e o psicólogo, pois Maurice não se conforma em ver o amigo aliado ao nazismo, cujas idéias tanto repudia.

Na Faculdade, ele fraqueja novamente diante do insistente assédio de uma bela aluna. E acaba por deixar a família para viver essa intensa paixão, que o delicia.

Halder só vai perceber as decisões erradas que havia tomado em sua vida quando descobre que a alma da mulher, que julgara amar, nem de longe correspondia à beleza física que o enfeitiçara.

É um filme muito delicado e suave que aborda os mais recôndidos sentimentos humanos e as sutis armadilhas da vida.

Vale lembrar que a direção coube a um diretor brasileiro (Caminhando nas Nuvens) em sua segunda experiência em longa-metragem e primeira produção estrangeira.


 

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Comentarista de Cinema

 

Um Homem Bom (Good, 2008), 96 min.
Direção: Vicente Amorim
Roteiro: John Wrathall (roteiro), C.P. Taylor (peça)
Com: Viggo Mortensen, Mark Strong, Jason Isaacs, Steven Mackintosh, Jodie Whittaker, Gemma Jones, Rick Warden, Charlie Condou, Ruth Gemmell, Anastasia Hille, Guy Henry, Kelly Wenham, Steven Elder, Ralph Riach, Laurence Richardson

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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