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ISSN 1678-8419         última atualização em: sábado, 09 de agosto de 2008 23:48:06                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Meu pai, meu filho (aime ton pére)

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 10/08/2008

(França/Canadá/Inglaterra/Suiça – 2002)

A LOVING FATHER

( França/Canadá/Inglaterra/Suiça – 2002)

Os conflitos entre pai e filho é o tema deste filme, dirigido por Jacob Berger.

Gerard Depardieu (Leo Shepherd) contracena com seu próprio filho, Guillaume Depardieu (Paul).

Leo é um escritor que ama a sua arte e se deixa envolver de tal forma por ela que nada mais parece tão importante para ele do que escrever; nem mesmo seus filhos:

Paul e Virginia (personagem interpretada por Sylvie Testud).

Virginia é uma filha dedicada e faz tudo para agradar o pai; porém não suporta o irmão, com quem não quer dividir o afeto paterno. A atitude imatura e intolerante da garota gera outros conflitos familiares.

Por outro lado, o relacionamento conturbado entre Paul e seu pai leva o rapaz a sair de casa, ocasião em que chega a se envolver com as drogas. Contudo ele percebe, sozinho, o quanto está no caminho errado e livra-se do vício. Tudo que ele quer, depois disto, é se reconciliar com o pai, a quem ama muito.

A situação é exatamente esta; quando, certo dia, Virginia atende o telefone e recebe uma notícia maravilhosa! Leo Shepherd acabara de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Ela recebe a notícia exultante e sabendo o quanto seu pai ficaria feliz, corre ao encontro dele para lhe contar a grande novidade.

De fato, Leo a recebe com grande euforia!

A notícia também é publicada nos jornais, e quando o filho do escritor toma conhecimento fica muito orgulhoso de seu pai. Seu primeiro impulso é ligar para ele, quer felicitá-lo pelo acontecimento; uma oportunidade inédita, talvez, de demonstrar ao pai que, apesar das brigas, o quanto o ama...

Mas é Virgínia quem atende a ligação e não chama o pai para atender o telefone. Isto porque pressupõe que o irmão só estragaria esse momento tão feliz na vida do pai. E apenas avisa ao irmão que o pai já está de partida para Estocolmo a fim de receber o grande prêmio. E que ele o deixasse em paz!

De fato, Leo já está partindo. Empolgado, ele viaja pelas belas estradas da Europa em cima de sua possante motocicleta, ansioso por chegar ao seu destino.

De carro, Paul segue os passos do pai; quer alcançá-lo e dizer-lhe o mesmo que pretendera falar por telefone.

Mas o escritor não dá a menor atenção ao filho, não quer conversar com ele ,

apesar de toda a sua insistência.

Mais uma vez rejeitado pelo pai, do qual só quer seu amor, Paul não se conforma e o sequestra. Amarra o pai em seu carro, e o obriga a ouvi-lo...

Este filme não é uma simples apresentação de uma história de amor, onde as relações são conflitantes; mas, depois, tudo acaba bem...

Não aponta erros, nem acertos; não faz julgamentos; não tem sequer um final feliz e nem infeliz; mas propõe aos pais e filhos uma séria reflexão:

Será que em vez de ciúmes, não seria melhor um entendimento, cumplicidade e amor entre irmãos?

Será que nesta vida existe algo que valha mais a pena, para um pai, do que o amor, a proteção e a felicidade dos seus filhos?

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Comentarista de Cinema

 

Informações Técnicas
Título no Brasil:  Meu Pai, Meu Filho
Título Original:  Aime ton père / A Loving Father
País de Origem:  França
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento:  2002
Site Oficial: 
Estúdio/Distrib.:  Europa Filmes
Direção:  Jacob Berger
 

Elenco
Gérard Depardieu .... Leo Shepherd
Guillaume Depardieu .... Paul
Sylvie Testud .... Virginia
Julien Boisselier .... Arthur
Noémie Kocher .... Marthe
Hiam Abbass .... Salma
Frédéric Polier .... Andre
Pierre-Alexandre Crevaux .... Paul, Age 8
Pippa Schallier .... Virginia, Age 11
Johanna Mohs .... Pippi
Jacques Frantz .... Antoine Levy
Sten Eirik .... Sven Boland
Karina Aktouf .... Paul's fiancee
Roberto Bestazzoni .... Policeman
Marc Brunet .... Policeman
Jonas Finlay .... Ship's officer
Martin Forsström .... Sailor
Cory Hogan .... Eskimo child
Robert Jadah .... Stockholm usher
Stefan Kollmuss .... Swiss Gendarme
Elisabeth Niederer .... Dead woman
Johan Paulsen .... Ship´s Doctor
Manuel Tadros .... M. Azouz
Richard Ulfsäter ....
Sailor
Urs-Peter Wolters .... Hospital doctor

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.

Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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