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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 10 de julho de 2009 09:46:46                                               

 
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CULTURA  CINEMA

Mulher Invisível

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 28/06/2009

(Brasil - 2009)

 

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Claudio Torres, diretor de uma das melhores comédias do cinema brasileiro, Mulher Invisível, declarou que pretendia fazer um filme luminoso, com gênero definido e tom acessível, que atraísse um grande público às bilheterias.  

 

Segundo ele, “qualquer diretor, por mais radical que pareça ser, deseja se comunicar”. “Até porque o cinema é uma atividade artística de massa”, foi a explicação.
 

 

Pois bem!... O que eu acho é que Torres conseguiu seus objetivos e ainda foi mais além! O filme é luminoso! É superdivertido e bastante agradável de se assistir. A história é engraçada, romântica inteligente, bem arquitetada e fertilmente imaginada. Prende atenção total; não se percebe o tempo que passa; e quando percebemos o filme já acabou.


 

A mulher invisível é Amanda, interpretada por Luana Piovani. A atriz está mais deslumbrante do que nunca; bonita como uma deusa; alegre, espontânea e artisticamente sensual. Assumiu sua personagem como uma facilidade incrível de interpretação. Sem dúvida, especialmente nesse trabalho, ela é a grande estrela que ofusca o olhar da platéia e causa admiração...


 

 

Selton Mello, de talento indiscutível e comprovado em outros bons filmes como “O Auto da Compadecida”, “Lisbella e o Prisioneiro” e outros, demonstrou mais uma vez ser o tenaz e adorável comediante.

 

 

 

O filme conta a história de um funcionário eficiente, que trabalha numa grande empresa, como controlador de tráfego, mas abandona o ofício quando sua mulher vai embora, de repente, e o deixa abandonado, em sua casa, numa terrível depressão...

 

 

Até que, inesperadamente, uma mulher excepcionalmente bonita bate à sua porta e, a partir daí, ninguém desgruda mais o olhar da tela do cinema, até o final do filme...

 

 

Maria Manoella, que interpreta Vitória, Vladimir Brichta que é o amigo de Pedro; como todo elenco também estão ótimos...

 

A trilha sonora não poderia ser melhor! 

 

O som é alegre, gostoso de se ouvir; combina perfeitamente com o tema, e muda agilmente, conforme a sequência rápida dos acontecimentos. O resultado é maior brilho e vivacidade a cada cena.

 

Mas querem saber? Para se ter uma idéia real da qualidade desse filme, só mesmo assistindo!

 

Olha, eu recomendo!


 

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

 

Comentarista de Cinema

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto
Eu, Nair Lúcia de Britto nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura. Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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