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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 26 de dezembro de 2007 18:11:31                                               

 
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CULTURA  CINEMA

O Grande Chefe

   

Nair Lúcia de Britto

publicado em 26/12/2007

(Dinamarca-Suécia-Islândia-Itália-França-Noruega-Finlândia-Alemanha-2006)

Adoro comédias inteligentes, bem arquitetadas e de bom nível intelectual. É o caso de “O Grande Chefe” (Direktoren for Det Hele).

Kristoffer é um ator apaixonado pela sua profissão, mas está desempregado. Uma oportunidade de trabalho lhe aparece de repente, porém numa atuação inusitada: ele não iria atuar num palco, nem diante das câmaras de filmagem, para interpretar o personagem de um “grande chefe”. E quem lhe oferece trabalho não é nenhum produtor ou diretor de um filme ou peça de teatro.

Quem o contrata é Ravn, um empresário de um firma de informática, que deseja manter-se incógnito perante seus funcionários e, para isso, quer colocar um suposto chefe para tomar algumas providências em seu lugar.

Para começo de conversa o ator não conhece nada de informática e não tem qualquer informação sobre os assuntos da empresa. Tudo que ele teria que fazer era se fazer passar pelo “grande chefe”, participar das reuniões, relacionar-se com os funcionários da empresa, como se fosse o dono da situação, e assinar alguns papéis.

Faria parte da interpretação vender a empresa e inclusive assinar o contrato de venda, mas quando todos se reuniram com esta finalidade, Kristoffer percebera, a tempo, a intenção inescrupulosa do verdadeiro dono da empresa, que prejudicaria seus funcionários.

De índole honesta e generosa o ator procura uma saída para resolver esta situação, que poupasse os funcionários da empresa, o empresário e ele também, é claro!

As cenas aparentemente muito sérias são deliciosamente engraçadas em que o ator, que faz papel de ator, usa uma estratégica expressão facial e corporal tão espetacular, que provoca mais risadas do que sua fala.

Vale a pena conferir!
 

Nair Lúcia de Britto, comentarista de Cinema

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Direktoren for Det Hele
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento: 2006 (Dinamarca, Suécia, Islândia, Itália, França, Noruega, Finlândia, Alemanha)
Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier
Montagem: Molly Marlene Stensgard
Produção: Meta Louise Foldager, Signe Jensen e Vibeke Windelov
Elenco: Jens Albinus (Kristoffer/Svend E), Peter Gantzler (Ravn), Friörik Pór Friöriksson (Finnur), Benedikt Erlingsson (Tolk), Iben Hjejle (Lise), Henrik Prip (Nalle), Mia Lyhne (Heidi A.), Casper Christensen (Gorm), Louise Mieritz (Mette), Jean-Marc Barr (Spencer), Anders Hove (Jokumsen), Lars von Trier (Narrador)
 

 
  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

Eu, Nair Lúcia de Britto

Nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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