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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 09 de julho de 2008 20:31:13                                               

 
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CULTURA  CINEMA

O orfanato (El orfanato)

 

Nair Lúcia de Britto

publicado em 29/06/2008

(México/Espanha – 2008)

Uma antiga construção abandonada ao tempo, onde funcionava um casarão que abrigava crianças órfãs, é o cenário principal desse filme de suspense; criado pela imaginação mas, de certa forma, inspirado também em alguns dos princípios filosóficos e científicos da Espiritualidade; entretanto apresentando falhas, nesse sentido.

O filme não chega a atingir a mesma qualidade de outros filmes famosos, nessa linha: “Os Outros” e “Sexto Sentido”; que, além da qualidade artística e criativa, aproximam-se mais da realidade espiritual que ainda guarda grandes mistérios a serem desvendados e estudados; uma vez que, até agora, os espiritualistas estudiosos só chegaram até o ponto em que a inteligência humana os permite.

Para os totalmente leigos nessa área e que quiserem assistir esse filme (sem, de forma alguma, desmerecer-lhe a qualidade), acho prudente ressaltar que o suicídio não livra ninguém de algum tipo de sofrimento, aqui na Terra; e, muito menos, não nos aproxima de alguma pessoa muito querida que se perdeu e que se quer, a todo custo, reencontrar.

Segundo às leis da Espiritualidade, estudadas pela luz da razão e fundamentadas em teorias filosóficas e científicas, o suicídio é um crime contra si mesmo; é um homicídio que se comete contra a própria vida; pois só a Deus cabe a responsabilidade de decidir sobre a vida de cada um de nós.

Quer dizer, a pessoa que, em sã consciência, se suicida, não vai encontrar o alívio que espera para o seu sofrimento; nem rever ninguém de quem sinta saudades. Pelo contrário, em vez de alívio ou de abreviar o reencontro desejado com alguém querido, vai criar uma barreira intransponível, porque, primeiro, terá de responder pelo crime que cometeu.

Que fique bem claro, portanto, que o reencontro desejado e satisfeito, através do suicídio, como foi colocado em “O Orfanato” é pura ficção!

Seria muito mais produtivo se os cineastas, antes de criar um filme nesse gênero, estudassem mais a fundo os fenômenos da Espiritualidade e não associassem esses fenômenos aos sentimentos de medo ou terror! Porque o plano espiritual nada tem de aterrorizante, desde que a pessoa tenha tido uma vida pautada dentro dos parâmetros da retidão e do bem.

O filme conta a história de Laura que, quando criança, foi criada num orfanato onde passou uma infância feliz junto de outras crianças com quem brincava, amava e considerava como seus verdadeiros irmãos.

Adulta, já amadurecida e bem casada com Carlos (Fernando Cayo), Laura quer recuperar o prédio onde passou os dias mais felizes de sua infância e reabrir suas portas para outras crianças órfãs que ela tem a intenção de adotar. O primeiro filho adotivo é o menino Símon (Roger Príncep) a quem ela adora e o primeiro a morar no casarão.

Os pais adotivos não sabem que o garoto tem faculdades mediúnicas, por isso quando Símon conversa com outras crianças, visíveis apenas para o menino, eles pensam que a solidão o fez criar amigos imaginários...

O brusco desaparecimento de Símon cria um clima de absoluto suspense. E o desespero de Laura faz com que ela apele às faculdades de médiuns, para localizá-lo...

O filme ganhou muitos prêmios. Foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Belén Rueda); Melhor Atriz Coadjuvante (Geraldini Chaplin); Melhor Revelação Masculina (Roger Príncep).

Também representou a Espanha, no Oscar de 2008, como Melhor Filme Estrangeiro.

Nair Lúcia de Britto - Comentarista de Cinema

Título Original: El Orfanato
Gênero: Terror/Suspense
País: México/Espanha
Tempo de Duração: 100 minutos
Lançamento no EUA: 28/12/2007
Lançamento no Brasil: 07/03/2008
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Sergio G. Sánchez

Elenco: Belén Rueda (Laura), Fernando Cayo (Carlos), Roger Príncep (Simón), Mabel Rivera (Pilar), Montserrat Carulla (Benigna), Andrés Gertrúdix (Enrique), Edgar Vivar (Balaban), Óscar Casas (Tomás), Mireia Renau (Laura Criança) e Georgina Avellaneda (Rita).

  

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::sobre o autor::

Nair Lúcia de Britto é jornalista e poeta.
 

Eu, Nair Lúcia de Britto

Nasci em Joanópolis (SP). Meu primeiro contato com as letras foi através do meu pai, que também era poeta, Arthur José dos Reis Britto.

Passei toda minha infância em Santos(SP), o que talvez explique minha paixão pelo mar... Em vez de me contar histórias, meu pai declamava versos dos poetas clássicos, e eu adorava...

Quando cursei o Clássico, eu me sobressaía em Literatura e aprendi muito com a minha professora: Sara Capellari.

Formei-me em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em 1977, em São Paulo (SP.) E meu primeiro emprego foi na revisão da Folha de São Paulo. Posteriormente trabalhei na Editora Nova Cultural, preparando textos de livros e revistas.

Escrevi vários textos infantis, publicados na Folhinha de S. Paulo; comentários de livros e filmes para a revista “Contigo”; e crônicas, publicadas na Folha da Tarde (SP) na coluna do jornalista Mário de Morais.

Ao escrever meu primeiro conto “A Virgem Marina”, fui muito incentivada pelo jornalista e escritor Wladir Duppont, que na década de 80 era o editor da revista “Nova”. Escrevi então outros contos de amor, publicados em várias revistas da Editora Abril.

Em São Vicente(SP) fui repórter e cronista do jornal “Primeira Cidade”, onde recebi o estímulo do ex-prefeito da cidade, Antonio Fernando dos Reis, dono do jornal. A partir daí eu fui em frente... Além de prosas, passei a escrever também comentários de filmes de arte; publicados, atualmente, na revista virtual Partes.

Quanto às poesias... eu as escrevo desde a adolescência, mas somente agora comecei a divulgá-las em sites de literatura.

Não tenho nenhum livro publicado... mas ainda chego lá!

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